Milho: Preços ainda refletem números do USDA e exibem leves quedas nesta 2ª feira

Publicado em 13/10/2014 08:20 292 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT), iniciaram a sessão desta segunda-feira (13) com leves perdas. Depois das quedas expressivas registrada na última sexta-feira (10), as principais posições da commodity exibiam desvalorizações entre 0,25 e 0,50 pontos, próximos da estabilidade. O contrato dezembro/14 era cotado a US$ 3,33 por bushel. 

O mercado ainda absorve os números de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), reportados no último pregão. A produção norte-americana de milho foi revisada para cima, de 365,65 milhões para 367,69 milhões de toneladas para a temporada 2014/15. Ainda assim, o número ficou aquém das expectativas dos participantes do mercado que apostavam em uma produção ao redor de 368,95 milhões de toneladas. 

A produtividade também aumentou, de 181,72 sacas por hectare para 184,37 sacas por hectare. O mercado indicava em número próximo de 182,75 sacas por hectare. Os estoques dos EUA também foram elevados de 50,85 milhões para 52,86 milhões de toneladas. 

"Houve um aumento menor do que o esperado nos estoques de milho e soja, mas produção de ambas as culturas são recordes", indicou o relatório da Australia & New Zealand Banking Group Ltd., conforme dados divulgados pela Bloomberg. 

Ainda nesta segunda-feira, o USDA deverá reportar o relatório de vendas semanais, importante indicador da demanda. Na semana anterior, o departamento anunciou a venda de 1.478.280 milhão de toneladas de milho para o México. O boletim de acompanhamento de safras também será divulgado hoje. Até a semana anterior, a área colhida ainda era menor, em torno de 17%, devido às condições climáticas desfavoráveis que estavam prejudicando os trabalhos nos campos nos EUA.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho: Mercado reflete números do USDA e registra fortes perdas em Chicago, mas saldo da semana é positivo

Após sete pregões em alta, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta sexta-feira (10) do lado negativo da tabela. As principais posições da commodity terminaram o dia com perdas entre 10,25 e 11,00 pontos. O vencimento dezembro era cotado a US$ 3,34 por bushel.

Entretanto, apesar das quedas de mais de dois dígitos, o saldo da semana é positivo. Na somatória dos últimos cinco dias, as cotações futuras do milho registraram valorizações entre 0,29% e 0,60%. Mas, nesta sexta-feira, o mercado foi pressionado pelos números do novo boletim de oferta e demanda reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A projeção para a safra norte-americana de milho referente à safra 2014/15 foi revisada para cima, de 365,65 milhões para 367,69 milhões de toneladas. Ainda assim, o número ficou aquém das expectativas dos participantes do mercado que apostavam em uma produção ao redor de 368,95 milhões de toneladas. 

Do mesmo modo, a projeção para a produtividade das lavouras de milho nos EUA subiu de 181,72 sacas por hectare para 184,37 sacas por hectare. O mercado indicava em número próximo de 182,75 sacas por hectare. Os estoques dos EUA também foram elevados de 50,85 milhões para 52,86 milhões de toneladas. 

E, assim como o mercado apostava o departamento reduziu a área cultivada com o milho nesta temporada. Ao todo, cerca de 36,79 milhões de hectares foram semeados com o cereal, contra 37,07 milhões de hectares indicados no relatório de setembro. A safra brasileira foi mantida em 75 milhões de toneladas, já a da Argentina recuou de 26 milhões para 23 milhões de toneladas. 

Paralelo a esse cenário, a demanda pelo produto norte-americano permanece aquecida. Ainda nesta sexta-feira, o USDA reportou a venda de 1.478.280 milhão de toneladas do cereal para o México. Do volume total, cerca de 975.360 mil toneladas deverão ser entregues na safra 2014/15 e o restante, em torno de 502.920 mil toneladas, para a temporada 2015/16. 

Ainda nesta quinta-feira, o departamento informou os números das vendas para exportação, que contribuíram para alavancar os preços na sessão anterior. Até o dia 2 de outubro, as vendas somaram 784,8 mil toneladas de milho. O volume ficou acima das expectativas dos participantes do mercado, de 650 mil toneladas e também é superior ao índice da semana anterior, de 638,1 mil toneladas do grão. 

Outro fator que também ajudou a impulsionar as cotações do milho no mercado internacional foi o atraso na colheita norte-americana. Frente ao clima desfavorável, os trabalhos nos campos andam em ritmo lento e até o último domingo, apenas 17% da área havia colhida, conforme dados do USDA.

Com isso, o produto demora mais tempo para chegar ao mercado físico norte-americano, o que dá suporte aos preços do milho, segundo informações da analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi.

Mercado interno

A semana foi de pouca alteração nos preços praticados no mercado interno. De acordo com o levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, nas principais praças pesquisadas os últimos dias foram de estabilidade nos valores. Em São Gabriel do Oeste (MS), houve valorização de 7,24%, com a saca cotada a 16,30 nesta sexta-feira. Em Jataí (GO), a alta foi menor, de 1,26%, com a saca cotada a R$ 16,83. No Porto de Paranaguá, a saca terminou a semana negociada a R$ 23,40, com ganhos de 0,86%.

Na semana anterior, os preços até esboçaram uma reação mais forte devido à alta no câmbio e também na Bolsa de Chicago. No entanto, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,55% durante a semana, após registrar uma valorização de quase 10% nas quatro semanas anteriores, em função das pesquisas eleitorais. A moeda terminou a sexta-feira cotada a R$ 2,42, com ganhos de 1,13%.

E diante das cotações ainda pressionadas, boa parte dos agricultores brasileiros ainda seguram o produto à espera de melhores oportunidades. Do outro lado, os compradores adquirem o produto da mão-pra-boca, de forma lenta. Consequentemente, as exportações somaram 2,7 milhões de toneladas no mês de setembro, uma redução de 22,28% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. A expectativa é que sejam exportadas ao redor de 21 milhões de toneladas do grão nesta temporada.

Nesta quinta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou novo boletim de acompanhamento da safra brasileira. Para a safra de verão 2014/15, a companhia destaca que a produção poderá ficar abaixo de 30 milhões de toneladas, em função da redução da área plantada, frente aos preços que permanecem mais baixos e sem expectativas de recuperação no curto prazo. Ao todo, é projetada uma diminuição de até 4,6% na área, em relação ao ano passado. 

Para a próxima safra, há uma perspectiva de aumento no consumo interno cerca de 2%, podendo alcançar 55 milhões de toneladas. O índice mais baixo, segundo a companhia, é decorrente do setor de produção animal que ainda não reflete os embargos da Rússia em relação aos Estados Unidos e a Europa. 

Já os estoques das safras 2013/14 e 2014/15 deverão permanecer elevados, o que deverá influenciar na formação dos preços no mercado interno. E que também poderá refletir na decisão do produtor rural no plantio do milho safrinha no próximo ano.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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