Milho: Diante da alta na CBOT e do dólar, preços sobem no mercado interno e em Paranaguá saca chega a R$ 25,00

Publicado em 21/10/2014 17:57 339 exibições

A terça-feira (21) foi de ganhos para os preços do milho praticados nas principais praças pelo país. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Ubiratã (PR), as cotações subiram 1,71%, e a saca terminou o dia negociada a R$ 17,80, em Londrina (PR), a valorização foi de 1,74%, com a saca cotada a R$ 17,50.  

Em Tangará da Serra (MT), os preços aumentaram 3,57% e saca do milho era cotada a R$ 14,50. O preço da saca do milho também registrou alta em Jataí (GO), com a saca negociada a R$ 18,50 e ganho de 2,44%. No Porto de Paranaguá, a cotação subiu para R$ 25,00, com valorização de 2,04%.

Mais uma vez, as cotações foram alavancadas pelos ganhos registrados na Bolsa de Chicago e a valorização do dólar. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,47, com alta de 052%. Na máxima da sessão, o câmbio atingiu o patamar de R$ 2,50, com ganho de 1,63%. 

Na visão do consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, com a oscilação do dólar, com a proximidade da eleição presidencial, no próximo final de semana, os preços do cereal podem registrar nova valorização. "Como reflexo dessa situação, podemos chegar até a R$ 26,50 nos Portos brasileiros", destaca.

O consultor também sinaliza que, o mercado também já observa a redução na área destinada ao milho na safra de verão, especialmente na região Sul do país, e o atraso no cultivo da soja, que deve afetar a janela ideal da semeadura da safrinha. Com isso, talvez não teremos cerca de 20 milhões de toneladas para serem exportadas no próximo ano. E, por isso, vemos os embarques dos EUA tão acelerados, destaca o consultor. 

Paralelo a esse cenário, o próximo leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), que deverá ser realizado na quinta-feira também ajuda a dar suporte aos preços, conforme sinaliza Brandalizze. E temos a demanda para o setor de rações, que estão voltando ao mercado e pagando mais pela saca do milho. Algumas indústrias de rações chegaram a pagar entre R$ 25,50 até R$ 27,00 pela saca do grão, dependendo da região, ressalta Brandalizze.

Bolsa de Chicago

No pregão desta terça-feira (21), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o dia com ganhos expressivos. As principais posições do cereal, que chegaram a operar do lado negativo da tabela ao longo dos negócios, reverteram as perdas e encerraram a sessão com altas entre 7,50 e 8,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,56 por bushel, valorização de 2,23% em relação ao fechamento anterior.

Esse foi o maior ganho do cereal desde o dia 14 de outubro. Segundo informações reportadas pelo site internacional Farm Futures, os preços foram impulsionados pelo ritmo lento da colheita do grão nos Estados Unidos. Apesar da melhora nas condições climáticas no país, os trabalhos nos campos ainda não registraram avanço significativo.

Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que até o último domingo, cerca de 31% da área cultivada nesta temporada havia sido colhida. O índice ficou abaixo das expectativas do mercado, que apostava em número próximo de 36%. Na semana anterior, cerca de 24% da área já havia sido colhida.

No mesmo período do ano passado, em torno de 38% já tinha sido colhida e a média dos últimos cinco anos é de 53%. As condições das lavouras foram mantidas em 74%, boas condições, 19% situação regular e 7% condições ruins ou muito ruins.

Além disso, os números dos embarques semanais, divulgados no dia anterior, vieram fortes. Até o dia 16 de outubro, cerca de 717,605 mil toneladas de milho dos EUA foi vendida, conforme dados do USDA. O volume ficou pouco abaixo do registrado na semana anterior, de 933,78 mil toneladas. O número também foi menor do que as previsões do mercado, que apostava em algo entre 740 mil a 890 mil toneladas.

Já no mesmo período do ano passado, as vendas ficaram em 820.807 mil toneladas, conforme dados anunciados pelo USDA. No acumulado do ano comercial, com início em 1º de setembro, as vendas totalizam 5.693.495 milhões de toneladas, contra 3.768.796 milhões de toneladas acumuladas no ano safra anterior.

"E isso trouxe um reflexo positivo para o mercado do cereal. As vendas também estão muito atrasadas no EUA, O produtor norte-americano não vendeu quase nada de milho e os agricultores esperam um valor próximo de US$ 4,00 por bushel para retomar as negociações", destaca o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Veja como fecharam os preços do milho nesta terça-feira:

>> MILHO

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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