Milho: Mercado inicia sessão desta 6ª feira com leves quedas, após ganhos expressivos do pregão anterior

Publicado em 21/11/2014 08:18 128 exibições

No início do pregão desta sexta-feira (21), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham com ligeiras perdas. Por volta das 9h01 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam quedas entre 1,00 e 1,50 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,72 por bushel. 

O mercado exibe um movimento de realização de lucros, após as altas expressivas registradas na sessão anterior. Nesta quinta-feira, as cotações futuras da commodity subiram mais de 9 pontos no mercado internacional, impulsionadas pelas informações da demanda. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou um aumento de 80% nas vendas para exportação, que ficaram em 910 mil toneladas.

Além disso, o anúncio da venda de 101.600 mil toneladas para destinos não revelados. Cenário que também contribuiu para dar sustentação aos preços do cereal no dia anterior.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Demanda impulsiona e mercado encerra sessão com ganhos expressivos

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão desta quinta-feira (20) em forte alta. As principais posições da commodity exibiram ganhos entre 9,25 e 9,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,73 por bushel, depois ter encerrado o pregão anterior negociado a US$ 3,63 por bushel.

As cotações do cereal subiram pela primeira vez essa semana impulsionadas pela demanda, conforme informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg. Até o dia 13 de novembro, as vendas para exportação do grão ficaram em 910 mil toneladas, um aumento de 80% em relação à semana anterior, de acordo com novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O índice ficou bem acima das expectativas dos participantes do mercado, que apostavam em um número próximo de 600 mil toneladas para essa semana. No acumulado do ano safra, as vendas totalizam 20.635,7 milhões de toneladas de milho.

Ainda hoje, o órgão norte-americano anunciou a venda de 101.600 mil toneladas do grão para destinos não revelados. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15. Além disso, o aumento na produção de etanol no país, também contribui para sustentar os preços do mercado do cereal.

"As exportações dão suporte para os preços, já que os importadores entraram em cena para adquirir mais milho", disse o analista sênior de grãos para Jefferies LLC, Shawn McCambridge, em entrevista à Bloomberg. "A produção de etanol está aumentando e, estamos vendo uma expansão na alimentação de gado", completa.

Nos últimos três pregões, o mercado caiu cerca de 5,7%, segundo informações de agências internacionais. As cotações têm sido pressionadas pelo avanço da colheita do cereal nos EUA, que já alcança 89%, segundo dados do USDA. 

Porém, ainda assim, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, acredita que, o espaço para novas quedas nos preços é pequena. "Logo começa a nevar no país e os agricultores não conseguirão tirar o milho das propriedades, com isso, a oferta poderá ficar mais restrita e deveremos ter uma retomada no mercado”, explica.

Mercado interno

Frente ao dólar que, apresentou um fechamento próximo da estabilidade, cotado a R$ 2,5743, os preços permaneceram estáveis nas principais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. No Porto de Paranaguá, o valor permaneceu em R$ 27,50 para a saca do cereal. Em Jataí (GO), a cotação registrou uma queda expressiva de 18,62%, e a saca do milho era cotada a R$ 17,70.

Como principal fator de sustentação os preços prevalece a recente valorização do câmbio, que tem estimulado as exportações brasileiras. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, os embarques do cereal ficaram em 139,3 mil toneladas até a segunda semana de novembro. O volume é 0,8% maior do que o registrado na semana anterior.

Paralelamente, ainda restam dúvidas sobre a safra brasileira do cereal. Para a primeira safra, a redução na área cultivada pode ficar entre 20% a 25%, segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze. Sem contar que, em muitas localidades as chuvas ainda são irregulares, o que é uma preocupação, principalmente em relação à produtividade das plantações.

E, por outro lado,  com o atraso na semeadura da soja, já há um comprometimento da janela ideal de plantio do milho safrinha. Na região de Tangará da Serra (MT), por exemplo, a expectativa é que a área destinada ao cereal registre uma queda de até 20%. Além disso, os produtores também devem reduzir os investimentos em tecnologia, para tentar equilibrar os altos custos de produção. 

BM&F Bovespa

Devido ao feriado do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quinta-feira (20), em 1004 cidades brasileira. Com isso, não houve sessão na BM& Bovespa, os negócios deverão ser retomados na sexta-feira (21). 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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