Milho: Queda do dólar pressiona e mercado recua na BM&F Bovespa

Publicado em 01/12/2014 12:03 e atualizado em 01/12/2014 17:04 230 exibições

Após a tentativa de recuperação, os futuros do milho negociados na BM&F Bovespa voltaram a recuar no pregão desta segunda-feira (1). Por volta das 11h25 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam desvalorizações entre 0,39% e 1,89%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 29,19 a saca, depois de ter encerrado a última sexta-feira (28), negociado a R$ 29,51 a saca.

A queda do dólar é o principal fator de pressão sobre os preços do cereal. Durante a manhã de hoje, o câmbio era cotado a R$ 2,5479 na venda, com perda de 0,92%. Segundo informações do site G1, a moeda recua depois do Banco Central anunciar o início da rolagem dos swaps cambiais, que vencem em 2 de janeiro. 

Além disso, com as chuvas chegando às principais regiões produtoras do cereal na safra de verão, o mercado está mais tranquilo e deve buscar uma acomodação, conforme destacam os analistas. De acordo com informações da Somar Meteorologia, entre os dias 1 a 5 de dezembro, partes da região Sul e, especialmente, a região Centro-Oeste deverão receber volumes mais expressivos. 

Em algumas localidades do estado do Rio Grande do Sul, as chuvas poderão alcançar até 70 mm. Para o Paraná e Santa Catarina, as precipitações deverão acontecer no oeste dos dois estados. Já no Centro-Oeste, o estado de Mato Grosso terá chuvas entre 30 a 70 mm, podendo chegar a 130 mm em algumas regiões. Em Mato Grosso do Sul, as chuvas ficarão próximas de 70 mm em boa parte do estado e, em Goiás, precipitações entre 30 a 70 mm. Em São Paulo e Minas Gerais, os volumes ficarão entre 15 a 30 mm. 

Na semana seguinte, entre os dias 6 a 10 de dezembro, as chuvas deverão ficar mais regulares. Com isso, boa parte da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os volumes acumulados poderão atingir 30 mm. Em partes de MT, MS, GO e MS, as precipitações podem alcançar os 50 mm.

Ainda de acordo com informações da Somar, na semana do dia 11 a 15 de dezembro, as precipitações deverão ficar mais concentradas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nas duas localidades, as chuvas deverão ficar acima dos 70 mm acumulados. Destaque para a divisa dos estados de MG e GO, local que poderá receber precipitações de até 100 mm. Já na divida de GO e MT, o volume acumulado deverá ser superior a 100 mm, podendo chegar a 130 mm.

Ainda assim, há muitas especulações em relação à produção brasileira. Na semana anterior, a consultoria Safras & Mercado já indicou uma redução de 2,2% na safra 2014/15, que poderá chegar a 75,48 milhões de toneladas. A situação é decorrente da redução na área destinada ao cereal na primeira safra, que chega a 6,2%. A safrinha ainda é uma incerteza, já que em muitas localidades produtoras, a janela ideal de plantio está cada vez mais estreita. Consequentemente, os produtores já sinalizam uma possível diminuição na área plantada e, até mesmo, um recuo nos investimentos em tecnologia.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações do milho ainda dão continuidade ao movimento negativo. Por volta das 12h51 (horário de Brasília), os futuros do cereal exibiam perdas menores, ao redor de 1,00 a 1,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,74 por bushel.

De acordo com analistas, além do movimento de realização de lucros após as altas recentes, o mercado da commodity também tem sido pressionado pela movimentação negativa do petróleo e do ouro. "O ajuste substancial para o preço do petróleo continua a ser um empecilho para outras commodities", disse Hou Jun, estrategista de mercado em entrevista à agência internacional de notícias Bloomberg.

Uma variável que limita as perdas está o anúncio da venda de 126 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15. As informações foram divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Ainda hoje, órgão deve reportar o novo boletim de embarques semanais. Na semana anterior, o número ficou em 529,8 mil toneladas, aquém das expectativas do mercado que, estavam entre 560 a 810 mil toneladas. O departamento norte-americano também o relatório de acompanhamento de safras, depois do fechamento do mercado. Até a semana passada, cerca de 94% da área cultivada com o cereal já havia sido colhida.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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