Milho: Após altas expressivas, mercado inicia a semana próximo da estabilidade em Chicago

Publicado em 08/12/2014 08:18 e atualizado em 08/12/2014 12:19 213 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves perdas na manhã desta segunda-feira (8). Por volta das 9h10 (horário de Brasília), as posições da commodity exibiam quedas entre 0,25 e 0,50 pontos, próximos da estabilidade. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,94 por bushel. 

O mercado recua após as altas expressivas registradas na semana anterior e, ainda assim, o contrato março/15 se mantém próximo do patamar de resistência de US$ 4,00 por bushel. Os investidores aguardam o novo boletim de embarques semanais, importante indicador da demanda e, que será reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira.

Além disso, depois do fechamento do pregão de hoje, o órgão também deverá divulgar o relatório de acompanhamento de safras. Paralelamente, os participantes do mercado já começam a se preparar para o novo boletim de oferta e demanda, que será reportado na próxima quarta-feira (10) pelo USDA.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Milho: Em Chicago, preços terminam a semana em alta e março/15 se aproxima dos US$ 4,00 por bushel

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão desta sexta-feira (5) em campo positivo. Após um início de ganhos tímidos, os futuros da commodity ampliaram as altas e encerraram o dia com valorizações entre 6,00 a 6,50 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,96 por bushel, mas as posições maio e julho/15 estão acima dos US$ 4,00 por bushel.

No acumulado da semana, as cotações do cereal também registraram altas entre 1,48% e 1,87%.  Durante os últimos quatro dias, uma conjunção de fatores deu suporte aos preços do milho no mercado internacional. Os bons números reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tanto no boletim de embarques semanais e no de vendas para exportação contribuíram para a formação do cenário.

Na segunda-feira (1), o departamento indicou os embarques semanais em 743,76 mil toneladas do grão. Já na quinta-feira, o relatório de vendas para exportação ficou em 1.170,6 milhão de toneladas., O volume ficou bem acima das expectativas dos participantes do mercado que, apostavam em número próximo de 700 mil toneladas.

Além disso, o órgão também fez dois reportes de vendas durante a semana. A primeira de 126 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos e depois a de 196 mil toneladas para o México. Ambos os volumes deverão ser entregues na temporada 2014/15. Todos esses fatores acabaram influenciando na formação desse cenário, conforme destacam os analistas.

Outra variável que movimentou o mercado foi as informações vindas da Ucrânia e Rússia, com possíveis perdas na produção devido ao frio. “Se tivermos a consolidação dessas perdas na Ucrânia e Rússia e continuarmos com as exportações fortes, o preço pode sair dos atuais US$ 3,80 por bushel e alcançar US$ 4,00 a US$ 4,60 por bushel”, explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

BM&F Bovespa

Na BM&F Bovespa, os preços do milho terminaram a sessão em campo misto. As primeiras posições exibiram perdas entre 0,07% e 0,28%, já as mais longas, registraram ganhos entre 0,18% e 0,78%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 29,53 a saca. 

Um dos grandes fatores que têm movimentado o mercado recentemente está o dólar. Porém, nesta sexta-feira, os ganhos da moeda norte-americana foram menos expressivos. E depois das quedas recentes, os preços voltaram a subir nos dois últimos dias dessa semana com suporte no dólar.

Apesar da volatilidade observada no mercado, a perspectiva é que as cotações encontrem uma acomodação. E, além disso, os agricultores devem estar atentos aos números dos estoques, que são elevados, e influenciam na formação dos preços. 

Safra do Brasil

Segundo a INTL FCStone, os produtores brasileiros deverão colher em torno de 74,3 milhões de toneladas na temporada 2014/15. O número representa uma queda de mais de 2 milhões de toneladas, em relação ao volume indicado no mês anterior. Em seu último boletim, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projetou a safra brasileira do cereal em 78,13 milhões de toneladas.

Para a safra de verão, a consultoria prevê uma redução na área cultivada que recuou de 6.520,3 milhões de hectares, no ciclo anterior, para 6.083,6 milhões de hectares. O destaque  na redução foi para a região Sudeste, uma vez que, com a safrinha ganhando espaço, os produtores investiram mais na cultura da soja na primeira safra.

Já a safrinha, mesmo com a recente valorização nos preços, a tendência é que haja um recuo tanto na área cultivada, como na tecnologia empregada. Na segunda safra, a perspectiva é que sejam cultivados 8.649,0 milhões de hectares, totalizando uma produção ao redor de 44.279,8 milhões de toneladas, conforme dados da consultoria.

Paralelamente, a FCStone também destaca os números dos estoques que, mesmo com a produção menor, um consumo doméstico próximo de 55,5 milhões de toneladas e as exportações em 19 milhões de toneladas, deverão ficar elevados. Para a safra 2014/15, a projeção é que os estoques finais fiquem em 14,13 milhões de toneladas, fator que pesa na formação dos preços.

Mercado interno

Frente à valorização do dólar ao longo desta semana, o preço da saca do milho praticado no Porto de Paranaguá fechou a sexta-feira (5) a R$ 28,00. O número representa uma alta de 1,82%, desde a última segunda-feira (1), na qual, a saca era negociada a R$ 27,50. 

A moeda norte-americana terminou a sexta-feira com alta de 0,14%, a R$ 2,5933 na venda. Na sessão de hoje, o câmbio foi sustentado pelos números de emprego nos Estados Unidos. De acordo com informações da agência Reuters, na semana, o dólar avançou 0,84%.

A praça de São Gabriel do Oeste (MS) também subiu ao longo da semana, com ganho de 2,56%. A saca do cereal terminou a sexta-feira a R$ 20,00. Em Jataí (GO), a alta foi parecida, de 2,44%, com a saca negociada a R$ 21,00. Já nas demais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, a semana foi de estabilidade.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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