Chicago: Após relatório do USDA, mercado do milho opera com leves altas nesta 5ª feira

Publicado em 11/12/2014 07:46 e atualizado em 11/12/2014 12:39 239 exibições

As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeira alta na manhã desta quinta-feira (11). Por volta das 8h30 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 1,50 a 2,00 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,95 por bushel.

O mercado ainda absorve os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportado na tarde desta quarta-feira. Ontem, o órgão revisou para cima os números da produção mundial do grão, referente a safra 2014/15 e os estoques globais, que ficarm em 991,58 milhões e 192,20 milhões de toneladas, respectivamente.

Na contramão desse quadro, o departamento reduziu os estoques norte-americanos de 51,01 milhões para 50,75 milhões de toneladas do cereal. Ainda hoje, o USDA irá divulgar o novo relatório de vendas para exportação, importante indicativo da demanda.

Na semana anterior, o número ficou em 1.170,6 milhões de toneladas, contra 844,9 mil toneladas divulgados anteriormente. No acumulado no ano safra, chega a 22.750,0 milhões de toneladas do cereal. A projeção do USDA, para essa temporada, é de 44.450,0 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Diante da valorização do dólar, preço sobe e alcança R$ 29,50 em Paranaguá

Frente à alta do dólar, o preço do milho praticado no Porto de Paranaguá registrou mais um dia de valorização e alcançou o patamar de R$ 29,50, nesta quarta-feira. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 2,6125 na venda, com ganho de 0,55%. De acordo com dados da agência Reuters, ao movimento é reflexo da aversão ao risco nos mercados internacionais diante da queda dos preços do petróleo.

De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Jataí (GO), o preço registrou leve queda de 0,10%, cotada a R$ 21,00. Nas demais praças o dia foi de estabilidade nas cotações do cereal.

BM&F Bovespa

Após os ganhos expressivos da sessão anterior, os futuros do milho negociados na BM&F Bovespa registraram um dia mais calmo e fecharam o pregão com ligeiras altas.  As principais posições da commodity exibiram ganhos entre 0,24% e 0,49%. O vencimento março/15 foi o único que recuou nesta quarta-feira e terminou cotado a R$ 30,05 a saca.

Como principal fator de suporte aos preços do cereal está a recente valorização do câmbio. Além disso, os prêmios positivos nos portos brasileiros também contribuem para dar firmeza ao mercado do cereal e tem ajudado nas exportações brasileiras. Para o mês de dezembro, a expectativa é que os produtores brasileiros consigam embarcar em torno de 3,5 milhões de toneladas do grão. 

Somente a primeira semana do mês, as exportações ficaram em 256,4 mil toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior. O volume representa um aumento de 72,1% em relação ao mês anterior.

Bolsa de Chicago

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão desta quarta-feira (10) do lado negativo da tabela. Após iniciar o pregão em alta, o mercado reverteu os ganhos ao longo do dia e fechou com quedas entre 1,50 a 1,75 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 3,93 por bushel.

Segundo informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado foi pressionado pelo novo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta quarta-feira. O órgão revisou para cima os estoques globais de milho, que subiram de 191,50 milhões para 192,20 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, a produção mundial do cereal também foi ajustada e passou de 990,32 milhões para 991,58 milhões de toneladas. A situação é decorrente do aumento nas produções, especialmente da Europa e da China. Em contrapartida, o órgão reduziu a projeção dos estoques norte-americanos de 51,01 milhões para 50,75 milhões de toneladas do cereal. A produção de milho no país foi mantida em 365,97 milhões de toneladas.

Como fator limitante das perdas, o departamento anunciou antes do relatório a venda de 188.976 mil toneladas do cereal para destinos desconhecidos. O volume deverá ser entregue na temporada 2014/15. Ainda assim, os analistas destacam que os preços têm espaço para romper o patamar de resistência de US$ 4,00 por bushel.

Tags:
Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário