Em Chicago, milho dá continuidade ao movimento positivo e registra leves altas nesta 3ª feira

Publicado em 06/01/2015 07:51 e atualizado em 18/08/2017 16:07
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No início do pregão desta terça-feira (6), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo positivo. Por volta das 8h41 (horário de Brasília), os principais vencimentos da commodity exibiam valorizações entre 1,50 a 2,50 pontos. O contrato março/15 era cotado a US$ 4,08 por bushel.

O mercado do cereal dá continuidade ao movimento positivo registrado na sessão anterior. Após as perdas observadas na semana passada, as cotações do cereal voltaram a subir nesta segunda-feira, impulsionadas pelas compras técnicas, para a cobertura de algumas posições vendidas, por parte dos investidores, conforme destacam os analistas.

Outra variável que também começa a influenciar os preços, não só do milho, mas também do trigo, é o frio nos Estados Unidos. Frente as temperaturas mais baixas, a expectativa dos participantes do mercado, é que haja um aumento na procura do milho para a alimentação animal.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Na CBOT, mercado encerra sessão com ganhos expressivos e março/15 alcança US$ 4,06 por bushel

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta segunda-feira (5) com forte alta. Após uma semana negativa, as principais posições do cereal encerraram o pregão de hoje com ganhos de mais de 10 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 4,06 por bushel. 

De acordo com analista de mercado da Cerrado Corretora de Mercadorias & Futuros, Mársio Antônio Ribeiro, o movimento de alta é decorrente da cobertura de algumas posições vendidas, por parte dos investidores. "Porém, acreditamos que esse é um movimento que não deve permanecer por muito tempo".

Além disso, as informações reportadas pelo noticiário internacional indicam que o mercado do milho acompanha os bons ganhos registrados nos futuros da soja e do trigo em Chicago. No caso da oleaginosa, a alta foi superior a 30 pontos nas principais posições. Já o cereal exibiu valorização entre 7,75 a 9,00 pontos. situação decorrente das temperaturas mais baixas nos Estados Unidos. 

Com isso, houveram rumores no mercado de que o tempo mais frio no país pode aumentar a procura do grão para alimentação animal, conforme dados divulgados pelo site Farm Futures. Além disso, a produção de etanol norte-americana permanece firme, assim como, as exportações semanais. Na semana anterior, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou as exportações, até o dia 25 de dezembro, em 895 mil toneladas do grão.

Nesta segunda-feira, o órgão reportou os embarques semanais em 538,945 mil toneladas até a semana encerrada no dia 01 de janeiro de 2015. O volume ficou abaixo do registrado na semana anterior, de 609,613 mil toneladas e das expectativas dos participantes do mercado, de 660 mil a 790 mil toneladas do grão.

Ainda na visão do analista, a expectativa é que o mercado apresente volatilidade nos próximos dias, já que o boletim de oferta e demanda do USDA será divulgado na próxima segunda-feira (12). "Sempre existe alguma perspectiva na semana que antecede o boletim. Por enquanto, não acreditamos que haja correção na estimativa da safra de milho dos EUA, porém, se houver deverá ser pequena", destaca. No mês anterior, o departamento indicou a safra dos EUA da temporada 2014/15 em 365,97 milhões de toneladas.

BM&F Bovespa

Na BM&F Bovespa, o pregão desta segunda-feira (5) foi negativo aos preços do milho. As posições mais negociadas do cereal apresentaram desvalorizações entre 0,14% e 0,50%. O vencimento março/15 era cotado a  R$ 30,15 a saca. 

"Tivemos um movimento de realização de lucros e com o dólar em alta, alguns investidores costumam migrar para outros ativos, entre eles o câmbio",  ressalta o analista de mercado da Cerrado Corretora.

Ainda assim, mesmo com a queda nas cotações, os preços futuros do cereal estão em níveis superiores aos observados no mesmo período de 2013, para contratos de 2014, segundo dados do Cepea. Porém, as cotações em patamares mais atrativos, podem estimular o plantio da segunda safra, o que poderá uma ocasionar uma oferta próxima da obtida na safra passada e, consequentemente, pressionar os preços.

Na região de Jataí (GO), mesmo com a janela de plantio estreita, em função do atraso na semeadura da soja, os produtores deverão investir na cultura do cereal e a área cultivada deverá ser mantida. “O produtor está tecnificado e tem capacidade para realizar o plantio até o dia 20 de fevereiro. Além disso, os preços, que já caíram para em torno de R$ 15,00 a saca no momento da colheita, voltaram a subir e giram em R$ 20,00 a saca atualmente”, afirma o produtor rural", sinaliza o agricultor do município, Mozart Carvalho de Assis.

Já o dólar encerrou o dia cotado a R$ 2,7087 na venda, com ganho de 0,6%. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana chegou a subir 1,5% e tocou o nível de R$ 2,7315, conforme dados reportados pela agência Reuters. O câmbio encontrou suporte na baixa nos preços do petróleo, preocupações com a economia da Grécia e as incertezas em relação à credibilidade da política fiscal do Brasil.

Mercado interno

No Porto de Paranaguá, a cotação do cereal para entrega em agosto/15 ficou em R$ 29,00 a saca. Já no Porto de Rio Grande, o valor terminou a segunda-feira a R$ 29,50. "As indicações para a safrinha ditarão o rumo dos preços neste início de ano", pondera Ribeiro.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) deve divulgar novo boletim na próxima sexta-feira (9). "Acredito ser ainda muito cedo para que se possa afirmar alguma tendencia. O relatório da companhia na sexta-feira pode ser uma primeira luz neste cenário", ressalta o analista.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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