Milho: Em Chicago, mercado amplia perdas diante da expectativa de avanço na semeadura nos EUA

Publicado em 27/04/2015 13:12

Diante da perspectiva de evolução no plantio do milho nos Estados Unidos, as principais posições do cereal negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas ao longo da sessão desta segunda-feira (27). Por volta das 12h50 (horário de Brasília), os contratos do cereal exibiam quedas entre 2,00 a 3,50 pontos. O vencimento maio/15 era cotado a US$ 3,62 por bushel, depois de iniciar o pregão a US$ 3,63 por bushel.

Os analistas destacam que, nesse momento, o foco do mercado internacional é o andamento da semeadura do milho, da safra 2014/15, no país. A perspectiva é que os produtores norte-americanos tenham conseguido avançar com os trabalhos nos campos frente ao clima mais favorável observado na semana anterior em boa parte do Meio-Oeste.

Segundo o analista do site internacional Farm Futures, Bryce Knorr, a expectativa é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporte o cultivo do grão completo em 23%. O órgão divulga novo relatório de acompanhamento de safras no final da tarde desta segunda-feira. Além disso, as chuvas previstas para a próxima semana deverão ser modestas na maior parte das áreas e as temperaturas começarão subir, conforme indicam as previsões climáticas.

O fator clima nos EUA tem movimentado as cotações nos últimos dias, na última sexta-feira (24), os preços registraram perdas entre 6,25 e 7,00 pontos e atingiram as mínimas dos últimos cinco anos. No acumulado da semana anterior, os vencimentos do cereal apresentaram desvalorizações entre 3,24% e 3,91%.

Paralelamente, os embarques semanais ficaram em 1.293,99 milhão de toneladas de milho até o último dia 23 de abril. O número ficou acima do divulgado na semana anterior, de 1.068,19 milhão de toneladas. As informações foram reportadas pelo departamento norte-americano.

Mercado interno

No Porto de Paranaguá, a saca do milho, para entrega em outubro, é negociada a R$ 27,00 na manhã desta segunda-feira.  O valor está abaixo do registrado na última sexta-feira, de R$ 28,00 a saca. As cotações recuam, como reflexo da queda do dólar e do mercado internacional.

Nesse início de semana, a moeda norte-americana é cotada a R$ 2,90, com queda de 1,72%. Conforme dados dos analistas, o mercado aguarda o reporte das informações da economia norte-americana e testa um novo patamar.

A recente queda do dólar também impactou os preços praticados no mercado interno. Na região de Maringá (PR), as cotações recuaram em torno de 10%, para R$ 18,00 a saca, em decorrência da desvalorização do câmbio. O presidente do sindicato rural do município, José Antônio Borghi, destaca que, o patamar praticado está muito próximo dos custos de produção.

"Com isso, os negócios estão mais lentos nesse momento. Os produtores sinalizavam que em um nível próximo de R$ 20,00 a saca, os negócios podem ter continuidade. Ainda assim, precisaríamos de um valor de R$ 25,00", afirma Borghi.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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