Milho: Em Chicago, mercado tenta consolidar movimento positivo e exibe leves ganhos nesta 5ª feira

Publicado em 14/05/2015 08:09
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As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) exibem ligeiros ganhos na manhã desta quinta-feira (14). Por volta das 7h49 (horário de Brasília), os vencimentos do cereal registravam leves altas, entre 0,75 e 1,25 pontos. O contrato era cotado a US$ 3,56 por bushel, mesmo patamar de fechamento observado no dia anterior.

O mercado tenta dar continuidade ao movimento positivo iniciado no pregão desta quarta-feira. As previsões climáticas indicando chuvas nos próximos dias no Meio-Oeste acabaram dando ligeiro suporte para as cotações do cereal. Nesse momento, os investidores observam o andamento do plantio norte-americano, da safra 2014/15, e também das condições climáticas no país.

Além disso, o mercado também refletiu as projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) referentes à nova temporada. A perspectiva é que os produtores colham ao redor de 344, 346,22 milhões de toneladas de milho, contra as 361,11 milhões de toneladas registradas na produção passada. Os estoques finais também foram revisados para baixo, em comparação com a safra 2014/15 e deverão somar 47,02 milhões de toneladas.

Ainda hoje, o departamento irá reportar o novo boletim de vendas para exportação, importante indicador da demanda e que pode influenciar o andamento das negociações no mercado internacional. Na semana anterior, as vendas da safra velha ficaram em 841,8 mil toneladas do grão.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Focado na safra dos EUA, mercado fecha sessão com leves altas, próximos da estabilidade na CBOT

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram a sessão desta quarta-feira (13) com ligeiros ganhos, próximos da estabilidade. As principais posições do cereal exibiram altas entre 1,25 e 2,50 pontos. Apenas o vencimento maio/15 fechou o dia do lado negativo da tabela, com queda de 1,00 ponto e cotado a US$ 3,56 por bushel, mesmo observado no início do pregão.

Ao longo das negociações, as cotações da commodity até trabalharam com perdas, porém, o movimento não foi sustentado. De acordo com informações do site internacional Farm Futures, durante a sessão, a pressão nos preços devido ao avanço no plantio da safra 2015/16 nos EUA, foi compensada pela previsão de chuvas nos próximos dias no Meio-Oeste do país e o dólar um pouco mais baixo.

Nas últimas semanas, o andamento dos negócios no mercado internacional tem sido influenciados, principalmente pelo clima e a evolução no cultivo da safra norte-americana. Até o último domingo (10), a área semeada com o milho chegou a 75% nos Estados Unidos, conforme últimas projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Inclusive, esse deverá ser o foco dos investidores, segundo reporta o analista de mercado da FCStone, Étore Baroni. "Os participantes do mercado irão continuar observando o andamento do plantio e da safra norte-americana. E para que os preços praticados em Chicago voltem a subir teremos que ter um problema na produtividade das lavouras, porém, ainda é muito cedo para falar sobre isso", destaca o analista.

Com isso, a perspectiva, na visão do analista, é que os preços permaneçam trabalhando ao redor dos US$ 3,60 por bushel em Chicago. Ainda nesta safra, a perspectiva é que sejam colhidas, em torno de 346,22 milhões de toneladas de milho, frente as 361,11 milhões de toneladas registradas na temporada anterior, de acordo com o relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado nesta terça-feira (12).

"A área plantada é menor nesta safra em detrimento de que os preços da soja, mais competitivos, fez com que os produtores adicionassem área à cultura e reduzissem a área com o milho. Mas temos números dos estoques finais americanos muito próximos com o observado no ciclo anterior. E no mundo, os estoques também são elevados", diz o analista.

Mercado interno

A quarta-feira foi de estabilidade aos preços do milho no mercado interno brasileiro, conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas. No Porto de Paranaguá, a saca do cereal, para entrega em outubro, manteve o nível dos R$ 27,50 a saca.

As cotações ainda permanecem pressionadas devido à perspectiva de uma boa safrinha de milho. Por enquanto, o clima tem favorecido o andamento da safra brasileira e a perspectiva é que os produtores colham uma segunda safra acima de 50 milhões de toneladas. “Ainda temos espaço para ver as cotações em níveis mais baixos à medida que iniciarmos a colheita da segunda safra", explica Baroni.

Somente na região de Laguna Carapã (MS), as cotações do cereal caíram de R$ 22,00 para R$ 15,00, desde o início da semeadura do grão. Consequentemente, as negociações caminham de forma mais lenta, uma vez que, os produtores ainda esperam melhores oportunidades para comercializar o produto.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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