Milho: Em Chicago, preços recuam nesta 4ª feira e consolidam 3º dia consecutivo de perdas

Publicado em 08/07/2015 08:15

No início da sessão desta quarta-feira (8), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operavam do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal exibiam perdas entre 2,75 e 4,00 pontos, por volta das 7h53 (horário de Brasília). O vencimento julho/15 era cotado a US$ 4,11 por bushel, após encerrar o dia anterior a US$ 4,15 por bushel.

Mais uma vez, as notícias vindas do mercado financeiro acabam influenciando os preços da commodity no mercado internacional. Nesta terça-feira, as cotações do milho recuaram com informações da Grécia, que não apresentou nenhuma proposta concreta aos credores para retomar as negociações das dívidas do país, e também a China, qu divulgou no final de semana políticas para ajudar a estabilizar o mercado acionário chinês.

Enquanto isso, os investidores também observam as previsões climáticas nos Estados Unidos. Além disso, o mercado já começa a se preparar para o novo boletim de oferta e demanda que será reportado na próxima sexta-feira.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Mercado financeiro pesa e preços fecham em queda pelo 2º dia consecutivo em Chicago 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira (7) do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal fecharam em queda pelo 2ª dia consecutivo, com perdas entre 1,75 e 3,25 pontos. O contrato julho/15 era cotado a US$ 4,15 por bushel, após ter iniciado o dia a US$ 4,13 por bushel.

Segundo dados do site internacional Farm Futures, as notícias vindas do mercado financeiro acabaram pesando sobre os preços do cereal. Primeiramente, a Grécia que não apresentou nenhuma proposta concreta aos credores para retomar as negociações sobre a dívida do país. Os gregos participaram de uma reunião de emergência do Eurogrupo em Bruxelas, nesta terça-feira. O fator acabou gerando muitas especulações no mercado financeiro, principalmente de que a crise respingue em outras economias da Zona Euro.

Além disso, os dados sobre a China também acabou pesando negativamente sobre o mercado. No final desta segunda-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang disse que o país tem confiança e habilidade para lidar com risco e desafios em relação à sua economia. O anúncio foi feito após o reporte, no final de semana, de políticas para ajudar a estabilizar o mercado acionário chinês.

Do mesmo modo, o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, destaca que a alta do dólar frente a outras moedas também ajudou a manter o tom negativo. "Tivemos a alta do dólar e a queda de ativos financeiros de maneira geral, o que acabou direcionamento os negócios no mercado internacional", ratifica Motter.

Enquanto isso, os investidores também seguem atentos às previsões climáticas nos Estados Unidos. De acordo com informações do NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país - nos próximos 6 a 10 e 8 a 14 dias, o tempo permanece úmido, com campos encharcados nas regiões leste e norte.

Já nas Planícies do Sul, o tempo deverá permanecer mais seco, ainda segundo dados do NOAA. Ainda na visão do economista, o comportamento do clima no país deverá continuar influenciado o andamento dos negócios no mercado internacional. Ainda nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que cerca de 69% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições até o último domingo.

Na semana anterior, o índice estava em 68%. No mesmo período do ano passado, o número era de 75%. As lavouras em condição regular caíram de 24% para 23%, já as plantações em condições ruins ou muito ruins foram mantidas em 8%. O departamento também informou que 12% das plantações do cereal estão na fase de espigamento, frente aos 14% registrados no mesmo período de 2014. A média dos últimos cinco anos é de 18%.

Mercado interno

Apesar dos ganhos no câmbio, o dólar fechou o dia a R$ 3,18, com alta de 1,27%, a queda observada no mercado internacional acabou pesando sobre os preços no mercado brasileiro. Em Paranaguá, a saca do milho para entrega em agosto terminou o dia a R$ 30,00.

No mercado interno, as cotações do milho subiram recentemente impulsionadas pelas valorizações registradas no mercado internacional e o câmbio. Na região de Dourados (MS), o ganho foi de R$ 1,00, com a saca do cereal úmido sendo cotada entre R$ 17,00 até R$ 18,00. Em Não-me-toque (RS), a alta foi de 2,38%, com a saca do milho a R$ 21,50 nesta terça-feira. Em Cascavel (PR), o ganho foi de 3,55% e a saca a R$ 20,40, já em São Gabriel do Oeste (MS), as cotações subiram 2,86% e a saca terminou o dia a R$ 18,00.

Entretanto a evolução da colheita da segunda safra do cereal faz com que as altas sejam mais modestas, conforme reporte do Cepea. E, até o momento, as projeções indicam uma safra recorde no Brasil nesta temporada. A perspectiva é que sejam colhidas mais de 50 milhões de toneladas de milho na segunda safra. Nesta segunda-feira, a INTL FCStone estimou a safrinha em um recorde de 52,4 milhões de toneladas.

Exportações brasileiras

No acumulado dos três primeiros dias do mês de julho, as exportações de milho registraram uma média diária de 21 mil toneladas. Em comparação com o mesmo período de junho, o número representa um ganho de 222,7%, uma vez que no mês anterior, a média era de 6,5 mil toneladas.

No mesmo período, os embarques renderam ao Brasil uma receita de US$ 3,6 milhões, na média diária, alta de 224,9% em relação ao mês passado. Em igual período de junho, a receita diária foi de US$ 1,1 milhão. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram reportados pela Secretaria de Comércio Exterior nesta terça-feira.

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Tags:
Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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