Milho: Em véspera de final de semana prolongado nos EUA, mercado tem leve alta na CBOT

Publicado em 27/05/2016 12:35
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Ao longo do pregão desta sexta-feira (27), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram os ganhos. As principais posições do cereal exibiam leves altas entre 1,75 e 2,25 pontos, por volta das 12h05 (horário de Brasília). O contrato julho/16 era cotado a US$ 4,10 por bushel, com alta de 2 pontos e o março/17 a US$ 4,18 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, o mercado opera próximo da estabilidade frente ao feriado prolongado. Na próxima segunda-feira (30) não haverá negociações em Chicago devido ao feriado do Memorial Day nos EUA. "Além disso, os mercados externos estão cautelosos, à espera de um discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, nesta tarde, com os investidores, o que aumenta as apostas em uma alta de juros neste verão no país", disse Bryce Knorr, editor e analista do site Farm Futures.

Paralelamente, os investidores ainda acompanham a movimentação nos preços do petróleo.  Ainda nesta quinta-feira, o barril de petróleo superou a barreira psicológica e chegou a US$ 50 o barril. Os analistas reforçam que com o petróleo mais caro aumenta a demanda pelo etanol derivado de milho nos Estados Unidos.

Como fator positivo, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 130 mil toneladas de milho para a China nesta sexta-feira. O volume adquirido deverá ser entregue na temporada 2015/16. Ontem, o órgão divulgou a venda de 253 mil toneladas do cereal. Cerca de 130 mil toneladas para Taiwan e o restante, de 123 mil toneladas, para destinos desconhecidos.

Em relação à safra norte-americana, os participantes do mercado também observam as previsões de chuvas para o Meio-Oeste do país nos próximos dias. A semeadura do cereal já estava completa em 86% da área esperada para essa temporada até o último domingo, conforme dados levantados pelo USDA. É preciso ressaltar que, os produtores norte-americanos têm até o dia 5 de junho para finalizar o plantio do cereal dentro da janela e do seguro agrícola.

BM&F Bovespa

Enquanto isso, na BM&F Bovespa as cotações do cereal também exibem ligeiras altas na sessão desta sexta-feira (27). Por volta das 12h13 (horário de Brasília), as principais posições registravam valorizações entre 1,60% e 1,65%. O setembro/16, referência para a safrinha brasileira, era cotado a R$ 43,80 a saca e o julho/16 a 46,20.

O mercado acompanha a movimentação do dólar, que subia mais de 0,90%, cotado a R$ 3,616. Segundo a agência Reuters, os investidores estão cautelosos frente ao noticiário político no Brasil e em um pregão marcado pelo baixo volume de negócios na emenda do feriado de Corpus Christi.

Já os fundamentos permanecem inalterados no Brasil. Ainda há uma grande preocupação com baixa disponibilidade do produto no mercado doméstico, o que tem mantido as cotações valorizadas e elevados as importações do cereal. No entanto, apesar das perdas observadas na safrinha devido ao clima seco de abril, os analistas ponderam que a entrada da safra no mercado tende a acomodar as cotações em patamares mais baixos do que os praticados atualmente.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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