Milho: Com suporte da demanda, mercado tenta segurar ganhos no pregão desta 2ª feira em Chicago

Publicado em 08/08/2016 13:12 e atualizado em 08/08/2016 17:56
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Os preços futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) dão continuidade à tentativa de recuperação no pregão desta segunda-feira (8). As principais posições do cereal exibiam valorizações entre 0,50 e 1,75 pontos, por volta das 12h26 (horário de Brasília). O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,26 por bushel, enquanto o dezembro/16 operava a US$ 3,34 por bushel.

De acordo com as informações das agências internacionais, o mercado segue atento ao bom desenvolvimento da safra americana e a consolidação de uma grande produção nesta temporada. Isso porque, diante do clima favorável, há muitas especulações no mercado de que os produtores norte-americanos possam colher uma produção recorde na temporada 2016/17.

Até a semana anterior, em torno de 76% das lavouras apresentam boas ou excelentes condições, conforme números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão atualiza as informações no final da tarde de hoje. Em relação ao clima, o NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país -, informou que, no período de 15 a 21 de agosto, grande parte do Meio-Oeste deverá registrar temperaturas acima da normalidade e chuvas abaixo da média.

"As estimativas de colheita para a essa temporada estão vindo um pouco acima da média e mais do que o suficiente para atender a demanda. Enquanto isso não mudar o milho tem um potencial de rally limitado", disse Bryce Knorr, analista e editor do portal Farm Futures.

Ainda no caso da demanda, o USDA reportou nesta segunda-feira a venda de 162,569 mil toneladas de milho para o México. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17. Na semana passada, o departamento divulgou duas vendas, a primeira, de 129 mil toneladas para destinos desconhecidos e a outra, de 290 mil toneladas, também para destinos não revelados.

O consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, já havia alertado que os preços mais baixos poderiam atrair demanda para o setor de etanol nos EUA ou até mesmo de outros países. Hoje, o departamento norte-americano indicou os embarques semanais do grão em 1.452,037 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 28 de julho.

O volume ficou acima das projeções dos participantes do mercado, entre 900 mil toneladas a 1,2 milhão de toneladas de milho. Na semana anterior, o número ficou em 1.144,317 milhão de toneladas.

Além disso, os investidores já começam a se preparar para o novo relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado na próxima sexta-feira (12).

BM&F Bovespa

Na BM&F, as cotações futuras do milho voltaram a trabalhar em campo positivo nesta segunda-feira (8). As principais posições do cereal exibiam ganhos entre 1,09% e 1,18%, perto das 12h34 (horário de Brasília). O vencimento setembro/16, referência para a safrinha, era cotado a R$ 45,45 a saca, já o novembro/16 era cotado a R$ 46,30 a saca.

Além dos ganhos em Chicago, a alta do dólar também ajuda na composição do cenário. Às 12h20 (horário de Brasília), a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,1835 na venda, com alta de 0,45%. Segundo a Reuters, o câmbio trabalha com instabilidade diante das preocupações com o cenário político brasileiro e o governo interno de Michel Temer. Paralelamente, os participantes do mercado ainda observam o comportamento dos preços no mercado interno.

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Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

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