Milho: Com suporte da demanda, mercado testa reação e fecha pregão em campo misto na CBOT

Publicado em 31/08/2016 17:05 e atualizado em 31/08/2016 18:35
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Após 8 dias seguidos de queda, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta quarta-feira (31) em terreno misto. As primeiras posições do cereal exibiram quedas entre 0,25 e 2,50 pontos. O vencimento dezembro/16 era cotado a US$ 3,15 por bushel. Já os contratos mais longos fecharam o dia com leve valorização, de 0,25 pontos. O maio/17 finalizou a sessão a US$ 3,33 por bushel.

As cotações da commodity até esboçaram uma reação ao longo do dia, com o suporte vindo do lado da demanda. Ainda nesta quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 275 mil toneladas de milho para o México, com entrega na temporada 2015/16.

Porém, a perspectiva de uma grande safra nos Estados Unidos em meio às boas condições das lavouras do cereal permanece como um fator de pressão aos preços do milho. Até o último domingo, em torno de 75% das lavouras ainda apresentavam boas ou excelentes condições, conforme destacou o departamento americano em seu último boletim de acompanhamento de safras.

Diante desse quadro, a estimativa é que sejam colhidas mais de 384 milhões de toneladas de milho nesta temporada. Além disso, os agências internacionais ainda reforçam que a recente alta do dólar tem ajudado a pressionar as cotações do cereal, uma vez que acaba encarecendo o produto norte-americano.

"A colheita deverá começar a ganhar ritmo em duas semanas no Meio-Oeste dos EUA e já pode estar em curso em algumas localidades, especialmente no sul do cinturão produtor. O espaço para armazenar o produto será apertado e o mercado também irá observar esse fator", pondera o editor e analista do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Mercado brasileiro

Na BM&F Bovespa, as cotações futuras do milho voltaram a recuar no pregão desta quarta-feira (31). Os vencimentos do cereal finalizaram o dia com perdas entre 0,13% e 2,54%. O contrato setembro/16, referência para a safrinha, finalizou o dia a R$ 40,45 a saca. Já o novembro/16 era cotado a R$ 40,50 a saca e o março/17 a R$ 38,95 a saca.

Além da influência de Chicago, os preços do cereal também refletem o movimento do câmbio. Hoje, perto das 16h20 (horário de Brasília), a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,2228 na venda, com queda de 0,53%. Segundo o site G1, a movimentação é decorrente da aprovação no impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado.

No mercado doméstico, as cotações também recuaram, segundo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas. Em Assis (SP), o valor caiu 18,61%, com a saca do cereal a R$ 34,19. Já em Avaré (SP), a queda foi de 18,50%, com a saca do milho a R$ 32,24. Ainda em São Paulo, na região de Araçatuba, a cotação cedeu 12,51%, com a saca a R$ 34,19.

Em Cascavel (PR), o preço recuou 3,13%, com saca a R$ 31,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), o valor caiu 1,52%, com a saca a R$ 32,50. Já em Sorriso (MT), o valor subiu 3,70%, com saca a R$ 28,00, já no Oeste da Bahia, a ata foi de 1,03% e a saca a R$ 49,00.

Os analistas ainda ponderam que, nesse momento, as negociações com o cereal caminham lentamente. Isso porque, os compradores ainda aguardam a chegada das importações.

Confira como fecharam os preços nesta quarta-feira:

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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