Milho: Mercado ainda absorve números do USDA e inicia pregão desta 3ª feira em campo negativo na CBOT

Publicado em 13/09/2016 07:59 e atualizado em 13/09/2016 13:03
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Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram o pregão desta terça-feira (13) em queda. As principais posições do cereal trabalham do lado negativo da tabela pelo 2º dia consecutivo e, por volta das 7h36 (horário de Brasília), exibiam perdas entre 2,25 e 3,50 pontos. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 3,27 por bushel, enquanto o dezembro/16 trabalhava a US$ 3,36 por bushel. O maio/17 era negociado a US$ 3,54 por bushel.

As agências internacionais reportam que, os participantes do mercado ainda absorvem os números de oferta e demanda divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira. Apesar da revisão na safra americana, a projeção ficou acima das apostas dos participantes do mercado e ainda é considerada uma grande produção. A safra dos EUA foi estimada em 383,38 milhões de toneladas, contra as 384,91 milhões de toneladas.

Já a produtividade média das lavouras foi estimada em 184,57 sacas do grão por hectare. Em agosto, o rendimento foi projetado em 185,32 sacas por hectare. Ainda assim, os investidores ainda aguardam a confirmação desses números em meio ao avanço da colheita de milho no país. No final da tarde de ontem, o departamento americano informou que cerca de 5% da área cultivada nesta safra já foi colhida.

"Nós ainda esperamos que os preços de milho e soja encontrem seus pontos mais baixos ao longo das próximas semanas, com o avanço da colheita nos Estados Unidos", informou o Rabobank. O banco ainda reportou que, "seria necessária uma produtividade bem abaixo de 179,92 sacas por hectare para justificar um aumento nas cotações para US$ 4,00 por bushel".  

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Apesar da revisão na safra dos EUA, preços encerram 2ª feira com leve queda em Chicago

Após 6 sessões seguidas em alta, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a recuar nesta segunda-feira (12) e encerraram o dia em campo negativo. As principais posições da commodity finalizaram o pregão com leves desvalorizações entre 0,75 e 1,50 pontos. O vencimento dezembro/16 era cotado a US$ 3,39 por bushel, enquanto o março/17 era negociado a US$ 3,50 por bushel. O maio/17 fechou o dia a US$ 3,57 por bushel.

De acordo com as informações das agências internacionais, o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi neutro aos preços do cereal. "Os números foram tomados como neutros, como a produção americana de milho foi revista, mas não na medida em que os participantes do mercado aguardavam", informou o site Agrimoney.com.

Ainda hoje, o órgão trouxe suas novas projeções para a safra 2016/17 dos EUA e também mundial. No caso da safra americana, o departamento indicou a produção em 383,38 milhões de toneladas do grão, número ligeiramente abaixo do reportado no boletim anterior, de 384,91 milhões de toneladas.

A perspectiva para a produtividade média das lavouras também foi revista para baixo. O número ficou em 184,57 sacas por hectare, contra as 185,32 sacas por hectare indicadas em agosto. Contudo, a estimativa ainda ficou acima do esperado pelos participantes do mercado, de 183,52 sacas de milho por hectare. Já os estoques finais da temporada 2016/17 baixaram de 61,19 milhões para 60,56 milhões de toneladas.

"Apesar do recuo, ainda temos uma safra forte nos Estados Unidos. Também temos visto a demanda do milho no país favorável, assim como, para a utilização do produto no mercado doméstico, para a fabricação de etanol", disse o consultor de mercado da Terra Investimentos, Ênio Fernandes.

De agora em diante, os investidores estarão focados nos números vindos dos campos americanos. No final da tarde de hoje, o USDA informou que em torno de 5% da área cultivada nesta temporada com o grão já foi colhida até o último domingo (11). O órgão ainda manteve em 74% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições, 19% em situação regular e 7% têm condições ruins ou muito ruins.

Nesta segunda-feira, o USDA também trouxe seu novo boletim de embarques semanais. No caso do cereal, na semana encerrada no dia 8 de setembro, os embarques somaram 1.343,886 milhão de toneladas. O volume ficou dentro do esperado pelos investidores, entre 1,19 milhão a 1,5 milhão de toneladas.

Mercado brasileiro

A sessão desta segunda-feira (12) foi positiva aos preços do milho negociados na BM&F Bovespa. As principais posições do cereal encerraram o dia com valorizações entre 0,49% e 2,03%. O vencimento setembro/16, referência para a safrinha, encerrou o dia a R$ 42,25 a saca, já o novembro/16 fechou a R$ 42,73 a saca. O janeiro/17 também subiu e finalizou o pregão a R$ 42,85 a saca.

No caso do mercado interno, o dia foi de ligeiras movimentações. Em Campo Grande (MS), o preço caiu 6,25%, com a saca a R$ 30,00, já em São Gabriel do Oeste (MS), a queda foi de 6,15%, com a saca a R$ 30,50. Em Mato Grosso, nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, o recuo ficou em 3,57% e a saca do cereal a R$ 27,00.

No Oeste da Bahia, as cotações também cederam, cerca de 2,11%, e a saca de milho fechou o dia a R$ 46,50. Já em Campinas (SP), o preço caiu 1,15%, com a saca a R$ 43,10. Apenas em Itapeva (SP), os valores voltaram a subir e finalizaram o dia a R$ 36,14 a saca, com valorização de 5,70%. Nas demais praças pesquisadas pela equipe do Notícias Agrícolas o dia foi de estabilidade.

"Na última semana, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a segunda safra no Brasil ao redor de 41 milhões de toneladas, é uma quebra importante. Acredito que com essa safra, de agora até fevereiro ou março/17 a oferta continuará apertada. Se os números estiverem certos, os preços se manterão firmes", pondera Fernandes.

Ainda assim, há especulações no mercado a respeito das importações. No acumulado dos 8 primeiros meses de 2016, as importações de milho chegam a 1,1 milhão de toneladas, segundo dados reportados pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

"Apesar dos números, o consumo mensal do país é dá ordem de 4,4 milhão de toneladas, ainda segundo levantamento da companhia. 1 milhão de toneladas daria apenas uma sobrevida de 10 dias, não sei se o número é capaz de mexer tanto com o mercado. No curto prazo, as cotações irão depender mais da oferta do produtor, do que da importação de milho dos EUA, Argentina e Paraguai", reforça o consultor de mercado.

Dólar

Ainda hoje, a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,2490 na venda, com recuo de 0,95%. O câmbio caiu, segundo a agência Reuters, após uma diretora do Federal Reserve, banco central americano, Lael Brainard, realizar um discurso suavizando a percepção de aumento na taxa de juros nos EUA.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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