Milho: Chicago puxa mais um dia positivo, mas ainda sem definição de tendência

Publicado em 01/02/2017 18:25
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A Bolsa de Chicago (CBOT) trouxe ganhos para o milho praticamente dobrando as ligeiras altas que experimentaram ao meio da sessão desta quarta-feira (1), mas dentro de uma evolução não considerada grande pelos analistas. A variação de 8,50 a 9 pontos entre os vencimentos de março a US$3,68 o bushel, maio a US$ 3,75 e agosto a US$ 3,82.

Enquanto o mercado testa os níveis de suporte especulando em cima ainda das notícias sobre as potenciais fraturas nos acordos do Nafta, agora na mira de Donald Trump, como chamou a atenção algumas agências internacionais, em artigo da Agriculture.com chama-se atenção para a produção de etanol em alta nos Estados Unidos, dando mais garantias para o consumo de milho. Concorreu positivamente ainda os reportes de exportações para mercados desconhecidos, o que aponta para uma demanda internacional aquecida.

Vale destacar, ainda, que os mercados financeiros tradicionais, como o de ações, e ainda os papéis do Tesouro americano, estão fazendo com que muitos fundos vão para as commodities cuja rentabilidade é maior nesse momento. E há ainda a cautela dos operadores dos fundos, que também acabam favorecendo os mercados de grãos, inclusive como notou o analista Vlamir Brandalizze.

Físico

No interior do País, “sem vendedor” disposto a oferecer o cereal nos patamares atuais, lembrando Brandalizze, os negócios ficaram praticamente parados mais um dia. Mais ainda com a dólar correndo em queda (fechou hoje em -0,70%, a US$ 3,13), contribuindo também para os produtores segurarem os negócios.

As poucas variações desta quarta no físico ficaram se estabeleceram no negativo e ficaram restritas em algumas praças do Sul em, no Centro-Oeste, em Tangará da Serra (MT) e Rio Verde (GO), acusando o aumento da oferta com a colheita entrando.

BM&F

Nos futuros da BM&F Bovespa houve uma reversão ao final do pregão. Apenas uma leve correção para o positivo no vencimento referência de março, mas muito descolado da CBOT. Março fechou em R$ 34,58, +0,55%, e maio a R$ 32,60, -0,21%.

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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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