Quedas se amenizam, mas milho segue desvalorizado em Chicago nessa segunda-feira

Publicado em 06/05/2019 12:18 e atualizado em 06/05/2019 17:11
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Com o decorrer dessa segunda-feira (06) as quedas dos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) foram amenizadas, mas ainda sim as principais cotações registravam desvalorizações entre 6,00 e 7,50 pontos por volta das 12h05 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,55, o julho/19 valia US$ 3,63 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,71.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, os grãos caíram acentuadamente no pregão de segunda-feira, depois que o presidente Donald Trump disse em um tweet que elevará o valor da tarifa de mais de US $ 200 bilhões para 25% do nível atual de 10% a partir de sexta-feira.

“Isso levantou preocupações de que a China aumentará seus impostos sobre bens dos Estados Unidos, incluindo importações agrícolas, cortando efetivamente as compras de soja”, afirma Dreibus.

Trump reclamou em seu tweet que as negociações comerciais com a China estavam se movendo "muito lentamente". O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário de Comércio, Steven Mnuchin, estiveram em Pequim na semana passada, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, deverá estar em Washington no final desta semana para mais negociações.

Ambos os lados disseram que as negociações, que se arrastaram mais do que o esperado, estavam indo bem e pareciam otimistas em relação ao resultado.

B3

A bolsa brasileira também segue essa tendência na segunda-feira. As principais cotações registravam desvalorizações entre 0,16% e 0,94% negativos por volta das 12h17 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado à R$ 31,75, o julho/19 valia R$ 31,15 e o setembro/19 era negociado por R$ 31,56.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, os fatores de precificação iniciaram a semana trabalhando em campo negativo, com os contratos futuros dando continuidade ao movimento baixista.

“Vale destacar que os contratos caminham de forma técnica nos últimos pregões, respeitando os suportes de preços mínimos, e devem aguardar por novos fatores para exibir tendência mais clara”, apontam os analistas.

Os ajustes negativos na B3 acontecem na esteira de um indicador do físico mais fraco, a última referência do CEPEA caiu 1,69% para R$ 33,21/sc - o menor patamar desde 05 de fevereiro de 2018.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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