Aparente avanço na disputa comercial ajuda alta das cotações do milho em Chicago

Publicado em 15/05/2019 12:09 e atualizado em 15/05/2019 17:13
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Os preços internacionais do milho futuro seguem apresentando altas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo dessa quarta-feira (15). As principais cotações registravam valorizações entre 4,75 e 8,75 por volta das 11h41 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,77, o setembro/19 valia US$ 3,85 e o dezembro/19 era negociado por US$ 3,95.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, essas altas são influenciadas, além das questões climáticas que colocam o plantio americano em xeque, pelo recuo do presidente Donald Trump em sua linha dura sobre o comércio, dizendo que um acordo com a China será feito e que a disputa atual com a nação asiática é uma "pequena briga".

Um tweet ontem, o presidente disse que um acordo será feito "quando for a hora certa" e reiterou que será um "grande acordo" para os Estados Unidos.

“Os traders se tornaram mais otimistas de que um acordo acabará sendo alcançado, empurrando os futuros de safras mais altas na terça-feira e na quarta-feira à noite após a grande liquidação de segunda-feira”, diz Dreibus.

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A bolsa brasileira segue essa tendência e também apresenta valorizações para os futuros do milho. As principais cotações registravam altas entre 0,09% e 2,90% por volta das 11h47 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado à R$ 33,38, o julho/19 valia R$ 33,00 e o setembro/19 era negociado pro R$ 33,40.

Para a Radar Investimentos, as cotações no mercado físico tem ficado ligeiramente mais firmes nos últimos dias. O produtor recua na venda nos atuais níveis de preço, enquanto o atraso do plantio norte-americano chamou a atenção do mercado.

Já a Agrifatto Consultoria aponta ainda que, na última semana, o milho tem passado por correções para cima, com o indicador acumulando alta de 1,5%. O movimento também se registra sobre os futuros, com o contrato de maio se fortalecendo 4,5% no comparativo semanal, e os contratos para setembro e novembro/19 avançaram ao redor de 2,5% no mesmo intervalo.

“Vale destacar que as exportações são proporcionalmente maiores no 2º semestre, e a expectativa de mercado internacional aquecido, combinado com o dólar firme, pode ser o pano de fundo para as correções positivas. Por outro lado, a chegada da oferta da safrinha, com expectativas de produtividades ainda maiores do que as projeções atuais (dada as boas condições das lavouras), pode desacelerar as correções positivas em bolsa, podendo preservar as cotações ao redor dos novos patamares já alcançados”, dizem os analistas.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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