Chuvas e ventos nos EUA empurram cotações do milho para cima em Chicago nessa terça-feira

Publicado em 21/05/2019 12:05 e atualizado em 21/05/2019 17:06
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A Bolsa de Chicago (CBOT) seguiu ampliando os ganhos para os preços internacionais do milho futuro nessa terça-feira (21). As principais cotações registravam altas entre 6,25 e 9,00 pontos por volta das 11h41 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,98, o setembro/19 valia US$ 4,05 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,11.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, os grãos voltaram a subir no comércio, à medida que as chuvas implacáveis ​​continuam a manter os produtores longe de seus campos.

“O ritmo de plantio de soja, milho e trigo está por trás de suas médias, e mais chuvas já estão caindo ou devem cair, o que impedirá que os produtores completem o trabalho de campo”, aponta Dreibus.

De acordo com previsões de institutos norte-americanos de meteorologia, a parte sul do cinturão produtor dos Estados Unidos deverá registrar condições ainda mais severas de clima nestes próximos dias.

Estados como o Arkansas e Missouri, além de partes do Texas, de Oklahoma, Kansas e o sul de Iowa devem ser atingidos por um sistema levando tornados e tempestade, além de chuvas fortes, granizo e ventos severos.

Veja mais informações sobre o clima nos Estados Unidos:

>> Tornados e tempestades atingem sul do Cinturão de Produção dos EUA

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A bolsa brasileira também registra altas na maioria dos contratos. As principias cotações futuras registravam valorizações entre 0,06% e 0,26% por volta das 12h00 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 35,50, o setembro/19 valia R$ 36,51 e o novembro/19 era negociado por R$ 38,00.

Para o Brasil, a Agrifatto Consultoria destaca o envio de 461,6 mil toneladas de milho até a terceira semana deste mês, com média diária em 38,5 mil toneladas, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior – Secex.

“O ritmo se mostra 89,6% superior em relação ao mês anterior, e impressionantes 1.320% acima do mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou 2,7 mil toneladas/dia. Já o valor recebido não mostrou o mesmo comportamento, devido aos preços internacionais pressionados para baixo, com o país faturando US$ 82,1 milhões no período, equivalente a US$ 177,90 por tonelada – queda de 4,3% em relação a abril/19 e valorização de 7,2% em comparação com maio/18”, disseram os analistas.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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