Tempo úmido nos EUA volta a ser destaque e cotações do milho sobem em Chicago

Publicado em 24/05/2019 12:09 e atualizado em 24/05/2019 17:09
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As altas permanecem predominando nos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta sexta-feira (24). As principais cotações registravam valorizações entre 6,00 e 8,50 pontos por volta das 11h53 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,98, o setembro/19 valia US$ 4,07 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,15.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, os futuros de milho e soja foram maiores durante a noite, já que o tempo úmido que parece não estar indo a lugar algum continua a manter os produtores fora dos campos.

Cerca de 49% da safra de milho estava no solo no início da semana, abaixo da média anterior de cinco anos de 80%, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Além disso, 19% emergiram contra a média de 49% para esta época do ano.

As chuvas estão caindo ou previstas em muitas partes do centro-oeste hoje e durante o fim de semana, incluindo em Oklahoma, Missouri, Kansas, Nebraska, Iowa e Illinois, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

As informações da Agência Reuters dão conta de que as preocupações de que as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos impediriam que os agricultores de lá concluíssem a semeadura, devem estender os ganhos dos futuros de milho de duas semanas para mais de 10%.

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A bolsa brasileira segue a mesma tendência e apresenta altas nessa sexta-feira, com as principais cotações registrando valorização entre 1,01% e 1,77% por volta das 11h10 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado à R$ 34,85, o setembro/19 valia R$ 35,32 e o novembro/19 era negociado por R$ 37,45.

Os analistas da Agrifatto Consultoria apontam que cotações retornam ao campo positivo, recuperando as perdas da véspera, e destacam que as exportações estarão no centro da mesa neste ano, com expectativas de volumes recordes sendo enviadas pelo Brasil.

“A forte demanda internacional e o câmbio favorável aos embarques devem trazer sustentação às cotações no médio prazo. Já em prazo mais curto, a colheita deve ganhar fôlego, pressionando os valores no mercado físico, que contaram com variações mais comedidas nos últimos dias, em virtude de liquidez menor no spot”, informam.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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