Milho: Com Bolsa de Chicago fechada, cotações brasileiras se elevam nesta segunda

Publicado em 27/05/2019 16:56
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Cepea indica possibilidade de desvalorizações na 1ª quinzena de junho

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Nessa segunda-feira (27) a Bolsa de Chicago (CBOT) permaneceu fechada, já que hoje é feriado nos Estados Unidos. Com o Memorial Day tomando as atenções dos americanos, foram as movimentações brasileiras que comandaram o cenário para o milho.

No mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única praça que apresentou desvalorização foi Luís Eduardo Magalhães/BA (1,75% e preço de R$ 28,00).

Já as valorizações foram percebidas em Palma Sola/SC (1,67% e preço de R$ 30,50), Assis/SP (1,72% e preço de R$ 29,50) e São Gabriel do Oeste/MS (4,00% e preço de R$ 26,00).

As indicações da bolsa brasileira também registravam valorizações, com as principais cotações marcando altas entre 1,81% e 4,73% por volta das 16h30 (horário de Brasília).

O vencimento julho/19 era cotado a R$ 36,50, o setembro/19 valia R$ 37,39 e o novembro/19 era negociado por R$ 38,55.

A XP Investimentos indicou que o mercado de grãos brasileiro abriu a semana lento e com os olhos lá fora, uma vez que em Chicago o dia é de feriado (Memorial Day), mas os próximos prometem grande volatilidade.

“O USDA divulgará amanhã (28) às 17h o novo relatório de acompanhamentos de plantio norte-americano. Os fatos envolvendo a Guerra Comercial e a Peste Suína também garantem volatilidade”, dizem os analistas.

No Brasil, que influencia são as colheitas que ganham ritmo, enquanto agentes aguardam a queda da umidade dos grãos.

Na última sexta-feira (24), o Imea apontava 1,28% colhido no Mato Grosso, avanço de 1,02% na semana e 0,99% na frente da temporada anterior (17/18). No Paraná, o Deral também aponta trabalhos adiantados, atualmente em 3,0% do total plantado para o estado.

“Nos portos nacionais, tradings trabalham para equalizar a alta volatilidade de Chicago e cambial via prêmios. Para Junho/19, a referência está em R$ 37,50/sc estável. A demanda, porém, é tímida. Os line-ups do milho indicam quantidades de 0,72 MT. Mais uma vez, chama atenção o volume de milho embarcado pela argentina desde janeiro (12,50 MT), recorde do período”, pontua a XP.

Ainda nessa segunda-feira, o CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) registrou que seu indicador subiu 5,7% desde o início deste mês, passando de R$ 33,78 para a última parcial em R$ 35,71/saca. Mas ainda na primeira metade de junho, volumes maiores do milho colhido na 2º safra deve começar a chegar ao mercado, e espera-se que a oferta maior conduza as cotações para patamares menores.

Confira como ficaram as cotações nessa segunda-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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