FCStone eleva número da 2ª safra de milho do Brasil; vê maior exportação do cereal

Publicado em 02/08/2019 12:22 e atualizado em 02/08/2019 15:57
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Embarques ganham força mais cedo, e Brasil tem espaço para trabalhar com volumes maiores

Diante da expectativa de um novo aumento da produção de milho 'safrinha' 2018/19, divulgada pela INTL FCStone, atingindo o recorde de 72,4 milhões de toneladas, aumentou a disponibilidade do cereal no mercado doméstico.

"Mesmo com expectativas para as exportações muito positivas, as estimativas para os estoques finais da safra 2018/19 ficaram acima de 17 milhões de toneladas", explica a analista de mercado do grupo, Ana Luiza Lodi.

A INTL FCStone indicou, em relatório, que a produtividade do Mato Grosso do Sul e de Goiás ocasionaram a elevação do recorde para a produção de inverno. Com a colheita caminhando para o final, confirma-se uma excelente safra, com plantio mais cedo em 2019 e clima favorável.

Em sua revisão de agosto, a INTL FCStone não trouxe alterações nos números da primeira safra de milho, mantendo a produção do ciclo 2018/19 em 28 milhões de toneladas.

Quanto ao consumo do cereal estimado pela consultoria, registrou-se aumento de 1 milhão de toneladas, alcançando 36 milhões de toneladas, enquanto a demanda doméstica subiu para 63 milhões de toneladas, diante de embarques aquecidos de carnes.

"As exportações de milho começaram a ganhar força mais cedo neste ano, com resultado acima de 1 milhão de toneladas já em maio. Com as perdas nos EUA, o Brasil deve ter espaço para embarcar volumes maiores, principalmente neste segundo semestre, com grande potencial de atingir um recorde", avalia a analista Ana Luiza.

FCStone eleva número da 2ª safra de milho do Brasil; vê maior exportação do cereal

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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá colher 72,4 milhões de toneladas de milho na segunda safra da temporada 2018/19, cuja colheita está entrando na reta final, ante 71,7 milhões na previsão de julho, informou nesta sexta-feira a consultoria INTL FCStone.

Com isso a produção total, considerando a safra de verão, foi elevada para um recorde de 100,46 milhões de toneladas, o que deve permitir também embarques históricos neste ano.

A consultoria elevou sua projeção de exportação de milho do Brasil, segundo exportador global, para 36 milhões de toneladas, ante 35 mi t na previsão de julho, versus embarques de cerca de 24 milhões na safra passada.

"As exportações de milho começaram a ganhar força mais cedo neste ano... Com as perdas nos EUA, o Brasil deve ter espaço para embarcar volumes maiores, principalmente neste segundo semestre, com grande potencial de atingir um recorde", disse em nota a analista Ana Luiza Lodi.

Na véspera, o governo brasileiro registrou recorde de exportações de milho em julho, acima de 6 milhões de toneladas.

"Mesmo com expectativas para as exportações muito positivas, as estimativas para os estoques finais da safra 2018/19 ficaram acima de 17 milhões de toneladas", disse analista de mercado do grupo, Ana Luiza, ressaltando que o país tem reservas confortáveis.

Na temporada passada, atingida por uma seca, o país colheu apenas 80,7 milhões de toneladas.

(Por Roberto Samora)

 

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Fonte: INTL FCStone

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