Milho: contrato julho na B3 vai se estabelecendo ao redor dos R$ 50,00 próximo ao seu fim

Publicado em 08/07/2020 09:19 e atualizado em 08/07/2020 11:50
Chicago abre o dia caindo com preocupações com a demanda

Os preços futuros do milho começam a quarta-feira (08) operando em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações entre 1,06% negativo e 0,02% positivo por volta das 09h07 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 50,25 com alta de 0,02%, o setembro/20 valia R$ 47,72 com perda de 0,10%, o novembro/20 era negociado por R$ 49,50 com desvalorização de 0,58% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 50,45 com estabilidade.

O contrato julho vai chegando próximo de seu final se mantendo sustentado ao redor dos R$ 50,00 influenciado pela ainda lenta colheita da segunda safra e baixa disponibilidade do cereal no mercado brasileiro.

Já os demais contratos, do segundo semestre de 2020, acompanham as quedas do dólar neste dia e já começam a refletir uma tendência de maior volume entrando no mercado conforme as colheitas avançarem pelo país

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro abriram a quarta-feira caindo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,00 e 3,00 pontos por volta das 09h02 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,42 com desvalorização de 3,00 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,41 com baixa de 1,00 ponto, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,51 com perda de 1,25 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,62 com queda de 1,25 pontos.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, o milho foi menor no comércio da noite para o dia com preocupações com a demanda devido ao aumento das tensões com a China e com o ressurgimento da pandemia COVID-19.

“O governo Trump impôs uma proibição de viagem a algumas autoridades chinesas que, segundo ele, está restringindo o acesso ao Tibete. A China, por sua vez, disse que vai impor restrições aos americanos, embora Pequim não tenha especificado quem seria restrito”, explica o analista Tony Dreibus.

A publicação destaca ainda que, o ressurgimento do Coronavírus em várias partes do mundo mantém alguns investidores preocupados com a demanda global de alimentos.

Relembre como fechou o mercado na última terça-feira:

>> Preço do milho tem dia de alta no mercado brasileiro

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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