Milho: B3 segue o dólar e sobe nesta sexta-feira

Publicado em 18/09/2020 12:05
Chicago se valoriza com procura por compras

A Bolsa Brasileira (B3) ganhou força nesta sexta-feira (18) e passou a registrar elevações para os preços futuros do milho. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,17% e 0,84% por volta das 12h00 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 59,70 com valorização de 0,84%, o janeiro/21 valia R$ 60,24 com ganho de 0,50%, o março/21 era negociado por R$ 60,10 com alta de 0,17% e o julho/21 tinha valor de R$ 52,50 com estabilidade.

As movimentações cambiais ajudavam a dar suporte aos contratos do cereal, já que o dólar subia 0,99% e era cotado à R$ 5,29 por volta das 12h04 (horário de Brasília).

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro mantêm sua trajetória de alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,50 e 2,50 pontos por volta das 11h46 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,76 com elevação de 1,50 pontos, o março/21 valia US$ 3,86 com ganho de 2,00 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 3,91 com valorização de 2,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 3,94 com alta de 2,50 pontos.  

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os fundos de dinheiro administrado têm alimentado o recente aumento nos preços futuros dos grãos, após se tornarem compradores líquidos de milho, soja, farelo de soja, óleo de soja e trigo.

A publicação destaca que, os especuladores podem estar apenas começando a comprar commodities agrícolas. O CEO do grupo Goldman Sachs, Lloyd Blankfien, disse que as commodities são uma opção lucrativa de investimento na era da pandemia do ponto de vista da inflação. “Como investidor, acho que investir em setores de materiais enquanto eles estão subvalorizados não é uma coisa ruim agora”.

“As commodities podem ser um recurso seguro para os inventores durante os períodos de aumento da inflação, que se espera que siga o maior estímulo monetário da história, conforme os bancos centrais de todo o mundo se voltaram para a flexibilização monetária para combater as consequências econômicas da pandemia”, explica a analista Jacqueline Holland.

Enquanto isso, os ritmos semanais de envio de exportação de milho aumentaram dramaticamente na semana passada, devido em grande parte ao aumento dos envios para a China. Os volumes semanais aumentaram 25,8 milhões de bushels para 35,5 milhões de bushels na semana encerrada em 10 de setembro.

Tags:

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho: Mercado no Brasil tem semana de firmeza nos últimos dias, mas ainda pode sentir pressão no 1º semestre
Milho: Mercado brasileiro deverá trazer melhores oportunidades de comercialização no 2º semestre
Milho sobe na B3 mais uma vez nesta 5ª feira, acompanhando Chicago e o dólar
Milho Paulista: Valor da Produção Agropecuária cresce 26% em 2025
Futuros do milho acompanham a soja e registram elevações em Chicago nesta quinta-feira
Brasil avança no mercado global de DDG/DDGS e registra 879 mil toneladas exportadas em 2025