B3: milho segue se valorizando nesta terça-feira acompanhando o dólar

Publicado em 22/09/2020 12:03 e atualizado em 22/09/2020 16:55
Chicago pondera colheita com novas demandas

Os preços futuros do milho seguem contabilizando ganhos na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira (22). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,81% e 1,01% por volta das 11h56 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 60,89 com valorização de 1,01%, o janeiro/21 valia R$ 61,07 com elevação de 0,81%, o março/21 era negociado por R$ 60,90 com alta de 0,83% e o maio/21 tinha valor de R$ 58,35 com estabilidade.

As movimentações cambiais seguem dando suporte para essas altas, uma vez que o dólar se valoriza ante ao real. Por volta das 12h02 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,42 com ganho de 0,21%.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro operavam com leves perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,25 e 0,50 pontos por volta das 11h47 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,69 com perda de 0,50 pontos, o março/21 valia US$ 3,78 com desvalorização de 0,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 3,84 com baixa de 0,25 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 3,88 com queda de 0,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, o aumento na demanda internacional, com a Coréia do Sul fazendo duas ofertas no comércio noturno  uma por 8,0 milhões de bushels e outra por 2,7 milhões de bushels, foi compensado pela melhoria das condições da safra de milho.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou em seu último relatório na segunda-feira que 8% do milho norte-americano foi colhido até o último domingo (20), um aumento de 3% em relação à semana anterior, mas 2% abaixo da média de cinco anos. As estimativas dos analistas apontaram o progresso da colheita em 11% concluído.

“Pode ser muito cedo na temporada para se preocupar com as taxas de colheita lentas, mas com a desaceleração antecipada dos danos causados ​​por tempestades de vento, uma colheita mais lenta poderia provocar níveis de base mais elevados no meio-oeste, conforme a nova safra corre para atender a demanda”, pontua a analista Jacqueline Holland.

Tags:

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Em dia de correções, milho recua em Chicago nesta terça-feira, mas cenário segue com fatores de sustentação
Exportações de milho começam setembro ainda abaixo de 2025, mas ritmo reage após agosto fraco
Futuros do milho com leves recuos em Chicago antes do USDA desta terça-feira
Plantio do milho verão chega a 11% e supera 2025 e média histórica
Milho volta do feriado com leves altas na Bolsa de Chicago
Milho/Cepea: Preço segue em alta; safra de verão começa no Sul