Milho segue em alta nesta 4ªfeira e julho/21 já passa dos R$ 100,00 na B3

Publicado em 14/04/2021 11:51 e atualizado em 14/04/2021 16:31
Vencimento maio/21 cola nos R$ 105,00 e contratos do 2ºsemestre estão ao redor dos R$ 96,00

A quarta-feira (14) segue altista para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,96% e 2,07% por volta das 11h42 (horário de Brasília).

O vencimento maio/21 era cotado à R$ 104,90 com alta de 0,96%, o julho/21 valia R$ 100,22 com elevação de 0,88%, o setembro/21 era negociado por R$ 95,85 com ganho de 2,02% e o novembro/21 tinha valor de R$ 96,84 com valorização de 2,07%.

De acordo com o analista da Agrinvest, Marcos Araújo, o milho hoje atinge preços recordes na Bolsa Brasileira e é, para o segundo semestre, o milho mais caro do mundo nos programas de exportação.

Na análise da Agrifatto Consultoria, “a pressão sobre o mercado de milho brasileiro segue grande, e com isso, os preços do cereal continuam a avançar”.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também acumula ganhos para os preços internacionais do milho futuro nesta quarta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 4,50 e 10,50 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).

O vencimento maio/21 era cotado à US$ 5,90 com valorização de 10,50 pontos, o julho/21 valia US$ 5,76 com elevação de 9,50 pontos, o setembro/21 era negociado por US$ 5,24 com alta de 7,00 pontos e o dezembro/21 tinha valor de US$ 5,08 com ganho de 4,50 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, o mercado de milho se recuperou com os traders preocupados com a produtividade da segunda safra de milho do Brasil durante a estação seca do país, enquanto o início do plantio nos Estados Unidos foi interrompido devido ao clima frio no meio-oeste.

Outro fator destacado como sustentar destas altas foi a produção brasileira de etanol, que aumentou 58% no ano passado, à medida que dezenas de usinas recém-construídas no centro de grãos do país aumentaram a produção, e analistas vêem um aumento anual de cerca de 25% na nova temporada, que vai de abril a março.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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