Milho perde força na B3 nesta 3ªfeira esperando novas chuvas na safrinha

Publicado em 18/05/2021 18:55 e atualizado em 19/05/2021 09:19 1094 exibições
Chicago sobe com mercado acompanhado plantio dos EUA

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A terça-feira (18) chega ao final com os preços do milho bastante voláteis no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Alto Garças/MT, Itiquira/MT, Dourados/MT e São Gabriel do Oeste/MS.

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Ponta Grossa/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Eldorado/MS, Amambai/MS e Itapetininga/SP.

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, no mercado interno, “os negócios estão lentos com atenções ao dólar e o regime de chuvas para o final de maio”.

No Mato Grosso, por exemplo, o preço médio da saca de milho subiu 129,57% no comparativo entre abril de 2021 e abril de 2020, ficando em R$ 67,50 a saca contra os R$ 29,40 do ano passado.

Entre os fatores apontados como responsáveis para esta alta estão “a postergação da semeadura no estado e o fator climático preocupando desde o início da safra”, diz o Imea.

Leia Mais:

+ Preço do milho subiu 129,57% em um ano no Mato Grosso

Enquanto isso no Paraná, o Deral relata que a qualidade das lavouras da segunda safra de milho continua caindo no estado. Neste último levantamento, o índice de lavouras avaliadas com em boas condições caiu de 25% para 23%, o de médias subiu de 45% para 46% e o de ruins saiu de 30% para 31%.

+ Deral reduz mais uma vez a qualidade das lavouras da safrinha de milho no Paraná

B3

Os preços futuros do milho fecharam a terça-feira operando em campo misto e próximos da estabilidade na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 0,15% negativo e 0,94% positivo ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à R$ 98,45 com alta de 0,02%, o setembro/21 valeu R$ 96,70 com queda de 0,15%, o novembro/21 foi negociado por R$ 97,23 com perda de 0,05% e o janeiro/22 teve valor de R$ 99,10 com ganho de 0,94%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os grandes compradores do mercado doméstico estão retraídos esperando a colheita da safrinha que deve começar em duas ou três semanas, principalmente do meio de junho em diante.

“Os indicativos seguem na faixa de R$ 100,00 a R$ 105,00 junto à indústrias do Sul e Sudeste, mas os negócios estão restritos aos pequenos consumidores. Todo mundo está de olho na safrinha e novas chuvas são esperadas para os próximos dias que podem amenizar as novas perdas”, aponta.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia altista para os preços internacionais do milho na terça-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 4,50 e 6,50 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à US$ 6,58 com ganho de 5,75 pontos, o setembro/21 valeu US$ 5,71 com elevação de 4,50 pontos, o dezembro/21 foi negociado por US$ 5,43 com alta de 6,00 pontos e o março/22 teve valor de US$ 5,49 com valorização de 6,50 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,92% para o julho/21, de 0,88% para o setembro/21, de 1,12% para o dezembro/21 e de 1,29% para o março/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos subiram pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, apoiados pela forte demanda de exportação e também por preocupações de que as previsões de clima seco em partes dos Estados Unidos possam estressar a safra recentemente semeada.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse na manhã de segunda-feira que exportadores privados relataram a venda de 1,36 milhão de toneladas de milho para a China para entrega na campanha de comercialização de 2021/22, o segundo dia consecutivo em que o país registrou a compra de pelo menos 1 milhão de toneladas do amarelo grão.

“A China continua comprando milho, o que é realmente favorável”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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