Volatilidade impera nas cotações futuras do milho nesta quarta-feira

Publicado em 26/05/2021 11:55
B3 e CBOT oscilam entre altas e baixas durante a manhã

A Bolsa Brasileira (B3) opera com grande volatilidade para os preços futuros do milho nesta quarta-feira (26). As principais cotações registravam movimentações entre 0,27% negativo e 0,35% positivo por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento julho/21 era cotado à R$ 91,44 com queda de 0,12%, o setembro/21 valia R$ 90,85 com elevação de 0,06%, o novembro/21 era negociado por R$ 92,50 com alta de 0,35% e o janeiro/22 tinha valor de R$ 93,60 com baixa de 0,27%.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, os preços do cereal na B3 estão em liquidação diante da tendência de melhor oferta, fato que impõe novos recuos das cotações.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho também perderam o ímpeto da manhã e estão em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,00 ponto negativo e 2,25 pontos positivos por volta das 11h40 (horário de Brasília).

O julho/21 era cotado à US$ 6,22 com ganho de 2,25 pontos, o setembro/21 valia US$ 5,41 com alta de 0,25 pontos, o dezembro/21 era negociado por US$ 5,14 com recuo de 1,00 ponto e o março/22 tinha valor de US$ 5,21 com perda de 1,00 ponto.

Segundo informações da Agência Reuters, as cotações futuras do milho em Chicago se contraem sob a pressão das previsões de um bom clima para a safra no meio-oeste dos Estados Unidos.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse em um relatório semanal divulgado após o fechamento do mercado de segunda-feira que os agricultores plantaram 90% dos hectares pretendidos com milho, acima da média de cinco anos de 80%. 

“Este relatório é uma expressão do tópico predominante no momento, o melhor clima nas regiões de cultivo dos Estados Unidos”, disse o Commerzbank em uma nota. 

A Agência relata ainda que, o plantio acelerado e as chuvas no meio-oeste dos EUA desviaram a atenção das tensões de oferta global que haviam levado os futuros do milho a um pico de oito anos no início deste mês. 

“As previsões do USDA acima do esperado para 2021/22 nos EUA e no fornecimento global de milho neste mês também ajudaram a puxar os preços das altas recentes, embora os analistas permaneçam cautelosos sobre as perspectivas da agência”, diz a Reuters.

O site internacional Farm Futures acrescenta ainda que os preços estendem as perdas após caírem quase um dólar na semana passada, a maior queda percentual para os contratos futuros de julho desde 1973.                                     

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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