Milho: B3 inicia a 3ªfeira em campo misto e se acomodando ante colheita

Publicado em 15/06/2021 09:17 e atualizado em 15/06/2021 11:47
Chicago estende perdas com perspectiva de melhora no clima

A terça-feira (15) começa com os preços futuros do milho se movimentando pouco, mas operando em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações entre 0,64% negativo e 0,14% positivo por volta das 09h14 (horário de Brasília).

O vencimento julho/21 era cotado à R$ 90,19 com elevação de 0,14%, o setembro/21 valia R$ 90,87 com perda de 0,25%, o novembro/21 era negociado por R$ 92,10 com baixa de 0,64% e o janeiro/22 tinha valor de R$ 93,90 com queda de 0,32%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, mesmo perdendo valores, as cotações do milho seguem muito positivas na B3, continuando acima dos R$ 90,00, o que configura excelentes cotações.

“Talvez possa cair mais porque a proximidade da colheita nas próximas semanas pode entregar um pouco mais. O porto hoje está entre R$ 76,00 e R$ 78,00 então é preciso ficar atento. Nós vamos colher uma safra menor por casa do clima, mas vai ter muito milho e a demanda interna é para 40 milhões de toneladas, mas vai colher no mínimo 60 milhões”, aponta.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) abriu a terça-feira amplificando as quedas dos preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 5,50 e 11,50 pontos por volta das 09h02 (horário de Brasília).

O vencimento julho/21 era cotado à US$ 6,53 com baixa de 5,50 pontos, o setembro/21 valia US$ 5,87 com queda de 10,75 pontos, o dezembro/21 era negociado por US$ 5,69 com queda de 11,50 pontos e o março/22 tinha valor de US$ 5,76 com desvalorização de 11,50 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho em Chicago caíram ainda mais na terça-feira, com o mercado focando em uma melhora nas perspectivas do clima para o meio-oeste dos Estados Unidos, moderando a reação a uma queda acentuada nas condições de safra na semana passada.

De acordo com Gus Trompiz da Reuters Paris, as previsões do tempo mostrando temperaturas mais baixas e chuva generalizada no final desta semana alimentaram a queda de preços desde segunda-feira, diminuindo a preocupação sobre um período de calor e seca em parte do meio-oeste.

“As previsões meteorológicas para o meio-oeste dos EUA têm sido um pouco mais favoráveis ​​ultimamente. Consequentemente, o relatório de progresso da safra que foi publicado ontem encontrou uma resposta mais complacente do que poderia ter sido o caso”, disse o Commerzbank.

Conforme apontou o relatório de ontem do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), cerca de 68% da safra de milho dos EUA estava em boas ou excelentes condições no domingo, ante 72% na semana anterior e 71% no mesmo ponto do ano passado. Cerca de 96% da safra havia emergido até o início da semana.

Relembre como fechou o mercado na última segunda-feira:

+ Milho cai nesta 2ªfeira e ronda os R$ 90,00 na B3 com proximidade da colheita

Tags:

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho ganha peso no planejamento da soja em MT e produtor busca antecipar plantio para preservar janela da safrinha
Cotações do milho recuam em Chicago na manhã desta quarta-feira, mas cenário segue indicando altas
Exportações de milho da Argentina devem bater recorde com guerra na Ucrânia e onda de calor na Europa
Em dia de correções, milho recua em Chicago nesta terça-feira, mas cenário segue com fatores de sustentação
Exportações de milho começam setembro ainda abaixo de 2025, mas ritmo reage após agosto fraco
Futuros do milho com leves recuos em Chicago antes do USDA desta terça-feira