Índice de lavouras de milho ruins sobe no MS e preço da saca pode subir caso frio afete áreas, diz Famasul

Publicado em 30/06/2021 18:37 e atualizado em 30/06/2021 19:22

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da safra e da comercialização da produção de milho no estado.  

De acordo com o levantamento, a projeção de área plantada para o milho 2ª safra 2020/2021 de Mato Grosso do Sul segue de 2,003 milhões de hectares, com aumento de 5,7% quando comparada com a área da safra 2019/2020, que foi 1,895 milhão de hectares.

A produtividade se mantém em linha com a última atualização para 68,7 sacas por hectare, após ser estimada anteriormente em 75 sacas. Com isso, a produção final sai das 9,013 milhões de toneladas para 8,251 milhões.

“A semana passada foi marcada por chuva nas regiões sudoeste e sudeste, variando de 3 a 20 mm. Os danos causados por geada serão quantificados nesta semana pelos técnicos de campo. Até agora as regiões que tiveram geada foram centro, oeste, sul, sul-fronteira, sudoeste e sudeste.”, diz a Famasul.

Diante deste cenário, apenas 6% das lavouras foram avaliadas em boas condições, 55% são regulares e os outros 39% foram avaliadas como ruins. Na semana anterior, estes índices eram de 6%, 58% e 36%, respectivamente.

“A ocorrência de adversidades climáticas nas principais regiões produtoras do estado, em especial o reduzido volume de chuvas, afetaram diretamente o desenvolvimento fenológico e a granação do milho, levando a maioria das lavouras a serem enquadradas na classificação “regular e ruins”. Observa-se a campo diversos tipos de situações, desde lavouras com espigas com má formação, plantas que não desenvolveram, estandes irregulares, dentre outros problemas que afetam diretamente o potencial produtivo da cultura”, aponta a publicação.

O relatório explica que para um cultivo ser classificado como “ruim”, deve apresentar diversos critérios negativos, como alta infestação pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas de stand, desfolhas, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, dentre outros defeitos que causem elevada perda de potencial produtivo. Em uma classificação “regular”, encontra-se plantas que apresentam poucos danos causados por pragas, stand razoável e pequenos amarelamentos das plantas em desenvolvimento. Um cultivo é classificado como “bom”, quando não apresenta nenhuma das características anteriores, possuindo plantas viçosas e que garantem uma boa produtividade.

Enquanto isso, o preço da saca do milho em Mato Grosso do Sul apresentou desvalorização de 3,97% entre 21 a 28 de junho de 2021, encerrando o período negociado a R$ 72,50.

“Os preços cederam, se acomodaram em patamar mais baixo e seguiram estáveis. A queda do preço no mercado externo pressionou os preços internos. Poderá ocorrer valorização, caso o frio mais intenso e as geadas afetem as condições das lavouras de modo a reduzir a quantidade produzida.”, aponta a entidade.

Já no que diz respeito à todo o período de junho de 2021, o valor médio foi R$ 79,58/sc, representou alta de 113,41% em relação ao valor médio de R$ 37,29/sc no mesmo período de 2020.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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