Plantio do milho vai a 59% no MS, mas Famasul vê incerteza sobre área final semeada

Publicado em 09/03/2022 11:05
Por um lado, preços estimulam o plantio, por outro, produtores optam por culturas que exigem menor demanda hídrica

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural, indicando novos reportes do plantio da segunda safra de milho no estado.

Até o dia 04 de março, os produtores sul-mato-grossenses haviam semeado 59,19% da safra estimada. O índice é superior aos 32,5% registrados no mesmo período da safra passada, mas inferior aos 61,6% da média dos últimos 5 anos.

O boletim levanta ainda que, o prognóstico climático demonstra grande variação das chuvas ao decorrer da safra, e que o produtor pode ter vários problemas ao efetuar a semeadura fora da janela recomendada do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. “Em alguns solos argilosos podendo efetuar o plantio com 40% de risco até dia 31 março”.

Os técnicos da Famasul estimam que a área plantada nesta segunda safra de milho seja de, aproximadamente, 1,992 milhão de hectares, com uma retração de 12,6% quando comparado a área da 2ª safra 2020/2021 que foi de 2,28 milhões de hectares. Já a produtividade estimada é de 78,13 sc/ha, a média de sacas por hectare é considerada conservadora para potencial produtivo da cultura, gerando uma produção de 9,34 milhões de toneladas.

“A alta demanda por grãos pode impulsionar os preços e ainda aumentar a área plantada no estado”, ressalta a Federação, que ainda alerta que, por outro lado, há “muitos produtores optando por culturas que exigem menor demanda hídrica”.

Do lado do mercado, o preço médio da saca de milho no estado subiu durante a última semana. Entre os dias 28 de fevereiro e 07 de março, a saca do cereal no Mato Grosso do Sul passou de R$ 86,44 para R$ 87,69 uma elevação semanal de 1,45%.

“A manutenção de dólar alto e valorização no mercado internacional justificam os preços em alta”, explica a Famasul.

Até este momento, os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 25,5% de toda a produção estimada da segunda safra de 2022, um índice 2 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado para a safrinha de 2021.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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