Bolsa de Buenos Aires reduz safra de milho da Argentina em 2 milhões de toneladas

Publicado em 24/03/2022 10:46 e atualizado em 24/03/2022 13:48
Produção de 49 milhões de toneladas será menor do que a das últimas três safras argentinas

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou seu informe semanal trazendo novas perspectivas para a safra de milho argentina 2021/22. Os dados levantados pelos técnicos da BCBA apontam que 10,1% das lavouras do país já foram colhidas e reduzem a projeção de produção para 49 milhões de toneladas, ante das 51 estimadas até a última semana.

“A colheita de milho para grãos comerciais continuou a apresentar produtividades abaixo das expectativas iniciais. A característica de todas as áreas onde o cereal está sendo colhido é a heterogeneidade das produtividades, que é consequência das chuvas irregulares registradas durante o período crítico das lavouras”, explica a BCBA.

A publicação destaca que, a queda na umidade dos grãos começou a impulsionar a colheita de milho para grão comercial, com grande parte das praças coletadas correspondendo a plantios precoces plantados no leste da área agrícola nacional.

“Os rendimentos registrados à medida que as obras avançam permanecem abaixo das expectativas iniciais em função do estresse termo-hídrico aliviado durante o mês de janeiro. Esta queda de produtividade impacta o volume projetado em nível nacional, uma vez que as áreas onde se concentra a colheita representam cerca de 24% da área semeada com o cereal em nível nacional na campanha atual”, destaca.

Olhando para as condições de cultivo, o relatório aponta que 31% das lavouras estão com avaliações boas ou excelentes, 51% como médias e 18% ruins. De acordo com as condições hídricas, 79% das lavouras são consideradas ótimas ou adequadas, 19% como regulares e 2% como em excesso.

No relatório da semana anterior, esses índices eram de 29% das lavouras boas ou excelentes, 51% médias e 20% ruins. Além de 77% das lavouras consideradas ótimas ou adequadas em relação às condições hídricas, 22% como regulares ou secas e 1% como em excesso.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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