Milho despenca quase 5,5% em Chicago com economia e safra dos EUA

Publicado em 23/06/2022 16:24
B3 acompanha e também recua, pesando poucas vendas da safrinha brasileira

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A quinta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando novos revezes na Bolsa Brasileira (B3). Após os recuos deste pregão, as principais cotações ficam na faixa entre R$ 86,70 e R$ 94,39. 

O vencimento julho/22 era cotado à R$ 86,70 com queda de 1,03%, o setembro/22 valia R$ 89,02 com baixa de 1,64%, o novembro/22 era negociado por R$ 9,69 com desvalorização de 1,68% e o janeiro/23 tinha valor de R$ 94,39 com perda de 1,40%. 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a colheita começa a ganhar força e ritmo, com atividades em andamento em diversas regiões do país. 

“É muito milho chegando e pouco milho negociado. Provavelmente, estamos com menos de 35% da safra nacional negociada. As lavouras estão muito boas, mesmo com todos os problemas que elas passaram, tiveram problemas, mais devemos colher 90 milhões de toneladas”, explica. 

O reporte diário da Radar Investimentos aponta que, a queda dos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago, voltou a influenciar os preços do cereal no Brasil. “Os valores indicados por tradings, para exportação, diminuíram assim como já havia ocorrido na véspera, também por causa de CBOT e do dólar”. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “o mercado está acomodado com as duas pontas negociando de forma cadenciada e sustentando a saca em Campinas/SP”.   

Na visão da SAFRAS & Marcado, o mercado brasileiro de milho registrou uma quinta-feira de movimentação tímida nos negócios, diante da continuidade do cenário de queda do petróleo e da Bolsa de Chicago. “Os preços internos devem ser pressionados pela expectativa de entrada de oferta da safrinha no mercado”. 

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a pressão de queda foi dominante em relação aos preços envolvendo a safrinha no decorrer do dia, consequência da continuidade do movimento de queda em Chicago. “Os consumidores ainda atuam de maneira tímida neste momento, aguardando a entrada da safrinha no mercado”. 

Mercado Externo 

A Bolsa de Chicago (CBOT) também finaliza uma quinta-feira baixista para os preços internacionais do milho futuro, que despencaram neste pregão. 

O vencimento julho/22 era cotado à US$ 7,46 com baixa de 21,25 pontos, o setembro/22 valia US$ 6,66 com perda de 35,25 pontos, o dezembro/22 era negociado por US$ 6,55 com desvalorização de 38,25 pontos e o março/23 tinha valor de US$ 6,61 com queda de 38,00 pontos. 

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (22), de 2,86% para o julho/22, de 5,13% para o setembro/22, de 5,48% para o dezembro/22 e de 5,44% para o março/23. 

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho dos Estados Unidos despencaram nesta quinta-feira, com os temores dos investidores de uma desaceleração econômica e uma melhora no sentimento sobre as safras norte-americanas desviando a atenção da interrupção da guerra para as exportações do Mar Negro. 

Analistas do JP Morgan disseram em nota que “o apetite de risco dos investidores frustrado em meio a discussões sobre um corredor humanitário de exportação para as exportações de alimentos ucranianos, riscos de crescimento global em baixa e compra direta do consumidor” havia contido os preços, apesar da oferta global apertada. 

A publicação destaca também que, o milho caiu também com as últimas previsões que mostraram algumas chuvas muito necessárias atingindo áreas-chave do Centro-Oeste dos EUA, assim que a safra atinge sua fase de polinização que determina a produtividade. 

“Estamos bastante secos no momento e com certeza podemos usar chuva em todo o Centro-Oeste. A previsão é suficiente para pelo menos assustar o mercado nesses níveis elevados”, Brian Basting, analista de pesquisa de commodities da Advance Trading. 

Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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