Milho recua em Chicago nesta 5ª com pressão do clima nos EUA e recuo intenso do trigo

Publicado em 18/08/2022 08:49

O mercado do milho opera com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (18). Os futuros do cereal perdiam de 4 a 6 pontos nos contratos mais negociados, com o dezembro sendo cotado a US$ 6,07 e o março, US$ 6,14 por bushel, por volta de 8h30 (horário de Brasília). 

O cereal sente, de um lado, a pressão de condições melhores sendo esperadas para o Meio-Oeste americano nos próximos dias, como mostram os mapas atualizados,  e de outro as baixas de mais de 2% que se apresentam entre os futuros do trigo na CBOT.

Apesar o efeito psicológico que as previsões melhores trazem ao mercado, para o milho a chegada das precipitações pode já não ser suficiente e acontecer tarde para uma recuperação das áreas de milho nos EUA que sofreram com a falta delas. 

"Os mapas continuam mostrando mais chuvas para os EUA. Mais chuvas caindo no Oeste e no Leste do cinturão continuam pressionando as cotações na CBOT. Para soja, essas chuvas podem realmente confirmar produtividade recorde. Para o milho já não sei. O alívio pode ter chegado muito tarde", explica o analista de mercado da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin.

No Brasil, atenção à fase final da colheita da segunda safra, que nestes últimos dias tem se mostrado mais lenta em função das chuvas. 

"O mercado do Milho está monitorando a colheita parada ou lenta nesta semana, devido às chuvas que caíam sobre o Paraná, Mato Grosso do Sul e pontos do Sudeste, onde há lavouras a serem ainda colhidas. Assim, trabalhos acontecendo ainda em Goiás e pontos do restante do Norte e Nordeste", relata Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Com isso, há poucos negócios novos em andamento. "Os compradores continuam atuando no Mato Grosso e querendo milho. Há também movimento dos armazenadores do Paraná querendo que os produtores vendam milho ou soja para liberar os armazéns, ja que há trigo para chegar nos próximos dias", diz. 
 

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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