Milho muda direção, fecha em alta e lidera ganhos em Chicago nesta 3ª feira

Publicado em 17/01/2023 17:25

O mercado do milho mudou de direção e, depois de começar o dia operando em campo negativo, encerrou os negócios desta terça-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal concluíram os negócios com ganhos de 5 a 10,25 pontos, levando o março a US$ 6,85 e o julho a US$ 6,72 por bushel. O milho liderou as altas entre os grãos na CBOT nesta terça, puxando ainda os preços do trigo e da soja em grão. 

O movimento, segundo analistas e consultores internacionais, se deu como um reflexo de recompras técnicas de posições pelos fundos, bem como ainda espelham os últimos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na semana passada. O boletim mensal de oferta e demanda do órgão reduziu a produção e os estoques finais do grãos, o que tem sido um pilar importante de suporte para as cotações. 

"Os preços dos grãos e da soja começaram o dia em território negativo, porém, passaram a subir na medida em que os fundos foram buscando algumas recompras ainda se pautando no WASDE (boletim do USDA) da última semana", disse o economista chefe para commodities da StoneX, Arlan Suderman, em uma nota reportada hoje. 

Ainda nesta terça, o USDA trouxe a informação de novas vendas feitas pelos EUA tanto de soja, quanto de milho, o que também auxiliou no movimento de alta das cotações na CBOT. 

De outro lado, os traders mantêm parte de suas atenções sobre as condições de clima na América do Sul. De acordo com o modelo GFS (americano), as precipitações deverão ser mais abrangentes no país no dia 21 e entre 25 e 27 de janeiro, o que traz certa pressão sobre as cotações. No entanto, para o Rio Grande do Sul, os dois modelos - americano e europeu - sinalizam a manutenção do tempo muito quente e seco, com chuvas somente no extremo sul do estado gaúcho. 

"O mercado está se ajustando às previsões de chuvas melhores para a Argentina e um macrocenário mais ameno depois de um final de semana mais longo por conta do feriado desta segunda-feira", disse uma nota da consultoria Peak Trading Research reportada pela Reuters Internacional. 

BAIXAS NA B3

Na B3, o fechamento foi negativo para o mercado do milho. As posições mais negociadas terminaram o dia com baixas de 0,6% a 0,8%. Dessa forma, o março concluiu os negócios com R$ 91,88 e e o julho com R$ 88,70 por saca.

As baixas observadas no mercado futuro braisleiro tiveram influência, ao menos em partes, da pressão do dólar recuando frente o real, bem como da proximidade do plantio da segunda safra deste ano no país e da oferta ainda disponível para ser comercializada, mas com negócios ainda tímidos. 

A moeda americana fechou a terça-feira perdendo 0,85% e sendo cotada a R$ 5,10. 

"O mercado interno segue com poucos negócios, e vinha esperando o mercado de Chicago voltar para tentar novos negócios na exportação. As indústrias de ração, aos poucos, voltam a olhar posições para se abastecer e ter matéria-prima para trabalhar em fevereiro", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting."A expectativa é de que os compradoresvenham buscar o grão de balcão a fixar para não ter que carregar custos de estoques e sim trabalhar com milho de produtor. Muitos vão colher e apontam que vão deixar a fixar, o que atende aos interesses das indústrias para este começo de ano".

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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