Chuva dificulta colheita do milho na Argentina, mas produtividades continuam baixas, aponta BCBA

Publicado em 25/05/2023 15:35

Nesta quinta-feira (25), a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) trouxe sua atualização de reportes sobre a safra de milho da temporada 2022/23 na Argentina, destacando que a colheita de milho encontrou dificuldades para avançar no país.        

“Durante a última semana, a alta umidade ambiente e as chuvas em várias áreas do país dificultaram o avanço das colheitadeiras, embora no oeste de Buenos Aires-norte de La Pampa o trabalho de plantio antecipado do cereal pudesse ser concluído”, aponta.     

Os dados da Bolsa são de que 26,6% da área já foi colhida, com uma produtividade média até aqui de 76,67 sacas por hectare, o que mantém a projeção de produção em 36 milhões de toneladas, 15 milhões a menos do que a safra passada.     

“Na província de Córdoba, o rendimento médio colhido situa-se em 78,83 sc/ha para o sul e 72,50 sc/ha para o norte da província. Da mesma forma, os resultados dos Núcleos Norte e Sul são superiores aos mencionados acima para Córdoba, embora continuem muito abaixo das médias históricas, já que para o Núcleo Norte a produtividade média colhida é de 99 sc/ha e 80,67 sc/ha para o Núcleo Sul”, detalha a BCBA.      

No momento, a BCBA classifica as lavouras de milho da Argentina com 5% em condições boas ou excelentes, 42% normais e 53% regulares ou ruins. Além disso, 54% da área tem condição hídrica adequada ou ótima e 46% regular ou seca.   

Na semana passada, esses índices eram de 4% boas ou excelentes, 43% médias e 53% ruins. Do lado das condições hídricas, 50% das lavouras estavam como ótimas ou adequadas e 50% com regulares ou secas. 

“Na província de Entre Ríos e no Centro-Norte de Santa Fe, várias mesas plantadas durante o mês de janeiro e até fevereiro ainda não atingiram a maturidade fisiológica, que, sem geadas precoces, mantém um potencial aceitável. Por último, o sudeste de Buenos Aires continua registrando bons rendimentos de colheita de plantios precoces e boas perspectivas para plantios tardios e segundos”, dizem os técnicos da Bolsa.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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