Custo de produção do milho 23/24 recua no Mato Grosso, mas mesmo assim não fecha as contas, indica Imea

Publicado em 25/07/2023 10:56
Preço da saca para a próxima safra é cerca de R$ 9,50 menor do que deveria para cobrir o Custo Operacional Efetivo

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando atualizações sobre a safra de milho. O levantamento destaca que o custo de produção do milho de alta tecnologia para a safra 2023/24 no Mato Grosso recuou 2,18%, com relação ao mês anterior (mai/23), e ficou em R$ 3.391,82 por hectare. 

“Essa retração foi pautada pela diminuição no custo com fertilizantes e corretivos, que reduziram 4,30% ante a maio/23”, explica o Instituto. 

Diante desse ajuste no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) também apresentou uma retração de 1,88% e ficou em R$ 4.622,28 por hectare no comparativo mensal. 

Por consequência, para que o produtor modal consiga cobrir o COE é necessário que comercialize o cereal a, pelo menos, R$ 41,02 a saca. Porém, “considerando o preço médio comercializado em junho/23 de R$ 31,50 a saca, as cotações não cobram mais o custo com o COE para a temporada 23/24, o que acende um alerta dos produtores do Mato Grosso”. 

Colheita 

Enquanto isso, a colheita da safra de milho 2022/23 segue avançando no Mato Grosso e já atinge 83,88% da área total, após avanço semanal de 15,65 pontos percentuais. Mesmo assim, os trabalhos seguem 10,18 pontos percentuais atrasados com relação ao registrado no mesmo período da temporada 2021/22. 

Olhando para as produtividades contabilizadas até o momento, os informantes do Imea indicam média estadual de 115,14 sacas por hectare, patamar 14,39% mais ante a safra anterior. 

“Vale destacar, que para as próximas semanas é esperado uma redução na produtividade das áreas colhidas, algo que já comum de acordo com o histórico de Imea. Por fim, é importante os produtores se atentarem ao risco de incêndio acidental, em decorrência das altas temperaturas e clima seco em todo o estado”, destaca o relatório. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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