Imea fecha ciclo 22/23 confirmando supersafra de milho no Mato Grosso e já projeta 16% menos produção em 23/24

Publicado em 19/12/2023 10:50
Preços e clima estimularam os produtores em 22/23, mas mesmos fatores são os que deixam incertezas para 23/24

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando atualizações sobre a safra de milho. O levantamento destaca que a safra de milho 2022/23 se consolidou como a maior área, produtividade e produção da história do Mato Grosso. 

Foram 7,49 milhões de hectares cultivados, 4,83% a mais do que no ciclo 21/22, que tiveram produtividade média de 116,80 saca por hectare, patamar 14,25% maior ante a última safra, e produziram um total de 52,50 milhões de toneladas, volume 19,77% superior à temporada 21/22. 

“Esse aumento foi impulsionado pela alta nos preços do cereal no início da temporada, incentivando os produtores a investirem mais na cultura. Já a produtividade, em decorrência das boas condições das lavouras e das chuvas prolongadas até o final de maio, que favoreceram as áreas plantadas fora da janela ideal”, explica o Imea. 

Por outro lado, a maior produção e os problemas de armazenagem levaram o preço ponderado pela comercialização cair 21,75% até novembro/23 ante ao registrado na safra 21/22, o que travou as negociações por parte dos produtores, deixando apenas 82,67% do cereal já negociado, atraso de 3,23 pontos percentuais com relação à safra passada. 

SAFRA 23/24 

Já para a próxima temporada, os técnicos do Imea estimam que a área cultivada com o cereal no Mato Grosso deverá diminuir 6,27%, devido ao menor preços do grão, que não está cobrindo as despesas, e as condições climáticas adversas. 

Do lado da produtividade, a projeção é de 103,85 sc/ha, queda de 11,09% ante a 22/23, com uma produção 16,67% menor, ficando em 43,75 milhões de toneladas. 

“No entanto, o clima e a incidência de pragas e doenças serão fatores decisivos no rendimento final da cultura até mesmo das áreas que deverão ficar dentro da “janela ideal”, destaca a publicação. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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