Milho segue recuando na B3 nesta 3ª feira, sentindo dólar abaixo dos R$ 5 e plantio da safrinha
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As baixas para os futuros do milho negociados na B3 continuam no pregão desta terça-feira (14). As perdas nos principais vencimentos, por volta de 13h20 (horário de Brasília), variavam de 0,4% a 0,6%, levando o julho a R$ 67,90 e o setembro a R$ 68,92 por saca. Apenas o maio testava leve alta de 0,09%, com R$ 67,69 por saca.
O mercado ainda sente a pressão da finalização da colheita da safra de verão, o plantio da segunda safra de milho - que foi reajustada para cima na produção pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no boletim de hoje para 109,1 milhões de toneladas - e também pelo dólar, que passa a trabalhar abaixo dos R$ 5,00 com as perdas que observa nesta terça.
E como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, "a B3 também patina com os preços nos portos já abaixo dos R$ 66,00 por saca, isso também pesa. E há pouca exportação agora, estes meses são de menos exportação".
BOLSA DE CHICAGO
Em Chicago, os futuros do milho recuperam parte das baixas da sessão anterior e, mesmo caminhando de lado, operam em campo positivo na tarde desta terça-feira. Por volta de 13h30 (horário de Brasília), as cotações subiam de 0,75 a 3 pontos, com o maio valendo US$ 4,43 e o setembro a US$ 4,56 por bushel.
O mercado acompanha os ganhos observados, mais uma vez, no trigo - de quase 1% na tarde de hoje -, mas também permanece de olho na soja lateralizada, nos derivados da oleaginosa, e divide suas atenções entre fundamentos e cenários técnicos.
O clima no Meio-Oeste dos Estados unidos também passa a ser um fator monitorado muito de perto pelos traders, com o plantio da nova sara já em desenvolvimento e alcançando 5% da área até o último domingo (12), de acordo com os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
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