Milho cai mais de 2% em Chicago nesta 4ª feira, acompanhando forte baixa do petróleo
Os mercados fecharam o pregão desta quarta-feira (6) com fortes baixas para as commodities agrícolas nas bolsas internacionais, refletindo as mudanças na geopolítica, a influência do cenário externo e, principalmente, o petróleo. Tanto brent, quanto WTI encerraram os negócios perdendo mais de 7% somente na sessão de hoje diante da notícia de um acordo entre Irã e EUA estando muito próximo.
Como explicaram os analistas da Agrinvest Commodities, o dia foi de muita aversão ao risco em todo o mundo, e forte volatilidade. Enquanto despencaram as commodities agrícolas e energéticas, subiram as metálicas e os índices acionários, principalmente os norte-americanos.
Na Bolsa de Chicago não foi diferente e os futuros do milho perderam mais de 2,5% nesta quarta-feira. As perdas entre os principais vencimentos oscilaram de 11,25 a 12,75 pontos, levando o julho a US$ 4,68 e o dezembro a US$ 4,89 por bushel.
O milho acompanhou o movimento de baixa generalizada das commodities, mas principalmente do trigo, que foi uma das que maior recuo registrou neste pregão.
"Os cereais também acompanharam o movimento de queda do petróleo. Para o milho, corre em paralelo o forte avanço do ritmo do plantio nos EUA. O clima tem favorecido os trabalhos de campo, mesmo com problemas pontuais de frio e chuvas em algumas regiões. De modo geral, o cenário ainda não indica grandes problemas para a safra americana", afirma a Agrinvest.
De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o plantio do cereal até o último domingo (3) já havia sido concluído em 35% da área, superando o mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos.
PERDAS SE ESTENDERAM PARA A B3
Na B3, os efeitos do recuo em Chicago foram sentidos e o milho também terminou o dia no vermelho. Além disso, o dólar baixo e previsões indicando uma melhora do clima para algumas regiões de safrinha também pesaram sobre os futuros do grão no mercado brasileiro.
Segundo explicam analistas e consultores, o mercado ainda não tem considerado as perdas que a segunda safra brasileira de milho vai exibir nesta temporada em função das adversidades e o tamanho da produção ainda inspira muita incerteza entre os agentes. Há muitos locais onde as perdas são irreversíveis.
Além disso, as condições climáticas dos próximos dias são bastante distintas para as principais regiões do país e mantêm o Brasil todo em alerta.