Milho opera em direções opostas nesta 6ª feira: Chicago sobe, enquanto B3 volta a recuar
Os mercado internacional e o doméstico de milho operam em direções distintas nesta sexta-feira (22). Enquanto os contratos futuros na Bolsa de Chicago registram valorização, as cotações na B3 registram perdas, de olho na safrinha e no comportamento do câmbio, apesar da alta de 0,4% do dólar frente ao real no início da tarde de hoje.
Na CBOT, os futuros do cereal voltaram a operar em terreno positivo depois das últimas e expressivas quedas. O mercado encontra alguma sustentação em pontuais preocupações de produtores em relação às janelas de plantio e ao clima nos Estados Unidos. As altas do petróleo, tanto no brent, quanto no WTI, também contribuem.
De outro lado, os traders monitoram também as altas do trigo e vão nesta esteira, além de ajustarem suas posições antes do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos comemorado na próxima segunda-feira, dia 25 de maio, em que a bolsa ficará fechada.
PERDAS NA B3
Por outro lado, o pregão na B3 caminha no sentido oposto. Os contratos do milho negociados registram quedas nas principais posições, devolvendo parte dos ganhos dos últimos dias e apesar do dólar em alta nesta sexta.
Por volta de 13h (horário de Brasília), as cotações perdiam de 0,2% a 0,4%, com o setembro cotado a R$ 69,73 e o janeiro com R$ 74,72 por saca. Apenas o julho subia, tímidos 0,3%, e era negociado a R$ 67,47.
A proximidade da colheita da safrinha brasileira pressiona as cotações e, aos mesmo tempo, a chegada da nova oferta deixa os compradores domésticos mais cautelosos. Além disso, analistas e consultores têm destacado o ritmo lento de negócios no mercado do milho, com os consumidores adquirindo apenas o necessário para o curto prazo, mantendo baixa a liquidez do mercado.