Milho recua em Chicago com boa expectativa para a safra dos Estados Unidos
Os preços do milho fecharam em baixa nesta terça-feira (30) tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3. Os contratos futuros da CBOT recuaram diante das expectativas de clima favorável para a safra dos Estados Unidos.
“As condições favoráveis ao plantio tardio e ao desenvolvimento precoce das safras podem dar a elas um bom início antes do período de desenvolvimento no verão, quando o clima acaba determinando os rendimentos”, destacou a Reuters no final da tarde desta terça-feira.
Na Bolsa de Chicago, o contrato dezembro/26 perdeu 4,50 cents/bushel (-0,92%), encerrando a US$ 4,8200 por bushel. O vencimento julho/26 caiu 5,75 cents/bushel (-1,24%), para US$ 4,5750 por bushel. O setembro/26 recuou 5,50 cents/bushel (-1,17%), fechando a US$ 4,6425 por bushel, enquanto o março/27 teve baixa de 4,25 cents/bushel (-0,85%), cotado a US$ 4,9650 por bushel.
Segundo o analista Vlamir Brandalizze, os contratos seguem encontrando suporte próximo de US$ 4,50 por bushel, tentando se manter ao redor de US$ 4,60, enquanto os vencimentos mais longos, a partir de 2027, permanecem acima de US$ 5 por bushel, sinalizando expectativa de preços firmes no longo prazo.
Ele também destacou o cenário nos Estados Unidos, ao afirmar que o avanço acelerado do plantio da nova safra limita movimentos mais expressivos de alta. De acordo com Brandalizze, importantes estados produtores devem ultrapassar 90% da área plantada, fator que reduz parte da sustentação das cotações.
Outro fator de pressão citado pelo analista foi a queda do petróleo, que influencia negativamente o mercado de etanol e, consequentemente, o milho, já que combustíveis mais baratos tendem a reduzir o suporte ao cereal.
Mercado interno
Na B3, os contratos futuros do milho também encerraram o dia no campo negativo. O vencimento julho/2026 caiu 0,65%, fechando a R$ 66,15 por saca de 60 kg. O setembro/2026 recuou 0,79%, para R$ 68,95/sc. O janeiro/2027 perdeu 0,54%, encerrando a R$ 74,24/sc, enquanto o março/2027 registrou baixa de 0,16%, cotado a R$ 75,41/sc.
No Brasil, conforme destacou Brandalizze, as chuvas recentes favoreceram lavouras mais tardias no Paraná, Mato Grosso do Sul e em partes de São Paulo, contribuindo para melhorar o potencial produtivo dessas áreas. Em contrapartida, estados como Goiás, Minas Gerais e regiões do leste do Mato Grosso já registram impactos mais severos provocados pelo calor e pela seca, com perdas relevantes sendo observadas.
Sobre as geadas no Sul do país, o analista avaliou que os danos no Paraná ficaram mais concentrados nas regiões sudoeste e central do estado, sem atingir de forma significativa as principais áreas produtoras de milho.