Milho fecha o dia em alta na B3, apesar de queda do dólar e chegada da safrinha

Publicado em 28/05/2026 17:43
Em Chicago, ganhos se deram na esteira do trigo e do complexo soja

A quinta-feira (28) terminou com os preços do milho em alta na B3. O mercado registrou ganhos de 0,2% a 0,5% nos principais vencimentos, levando o julho a R$ 65,91 e o setembro a R$ 68,74 por saca. O mercado conseguiu recuperar parte das baixas registradas na sessão anterior, porém, foi limitado pela baixa do dólar, ao mesmo tempo em que monitora a chegada da segunda safra. 

"No curto prazo, a pressão da safrinha e do mercado físico mais ofertado ainda limitam movimentos mais fortes de recuperação", explica o time da Agrinvest Commodities. No entanto, a consultoria ressalta que os vencimentos mais longos estando mais valorizados trazem sinais importantes. "A curva segue com carrego mais evidente até março/27, onde os preços se aproximam da casa dos R$ 76,00 por saca. Depois disso, a curva perde força e trabalha mais acomodada nos vencimentos longos". 

O contrato janeiro/27 fechou o dia com R$ 73,80 e o março/27 com R$ 75,30 por saca nesta quinta. 

O clima ainda é um ponto de bastante atenção para a conclusão do desenvolvimento da safrinha em regiões determinantes, bem como o início da colheita no Mato Grosso, que chega com médias de produtividade bastante interessantes neste momento. 

BOLSA DE CHICAGO SUBINDO

Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho terminaram o dia em alta, acompanhando os mercados vizinhos, que também registraram um avanço expressivo. O cereal subiu de 3,25  a 4,75 pontos nas posições mais negociadas, levando o julho a US$ 4,55 e o dezembro a US$ 4,82 por bushel. 

O mercado internacional foi estimulado por bons dados da produção de etanol nos Estados Unidos, ao passo em que, como explicam analistas internacionais, os traders esperam pelos novos dados de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que chegam nesta sexta-feira (29). 
 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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