Sistema Famato reforça medidas de prevenção a incêndios durante a colheita do milho em Mato Grosso
Com a chegada do período seco e o avanço da colheita do milho em Mato Grosso, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) alerta os produtores rurais para o aumento do risco de incêndios. A combinação de baixa umidade do ar, altas temperaturas e grande volume de palhada no campo exige atenção redobrada, especialmente em relação à manutenção preventiva de colheitadeiras, tratores e demais máquinas agrícolas.
A Famato também orienta os produtores a realizarem a limpeza frequente dos equipamentos para evitar o acúmulo de poeira, palha e resíduos próximos a componentes que geram calor, além de verificarem os sistemas elétricos, rolamentos, correias e possíveis vazamentos de óleo ou combustível. A adoção dessas medidas contribui para reduzir riscos, proteger vidas, preservar o patrimônio e evitar prejuízos durante a safra.
Reforçando que, de 1º de julho a 30 de novembro, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está terminantemente proibido por determinação dos órgãos ambientais, a analista de Meio Ambiente da Famato, Tania Arévalo, destaca que uma equipe preparada para prevenir e combater incêndios é essencial para uma gestão eficiente durante a estiagem.
“É importante que, além de manter a limpeza dos aceiros, o produtor também treine o pessoal que trabalha na fazenda, principalmente para situações de emergência. Isso é fundamental para que ele tenha uma equipe já preparada caso aconteça alguma ocorrência, além de manter equipamentos disponíveis para essas situações”, explica Tania.
Esses equipamentos incluem abafadores, caminhão-pipa, enxadas, foices, rastelos, pás, caixa de primeiros socorros e tudo o que estiver disponível para conter o início de um incêndio, evitando graves prejuízos econômicos e ambientais, além de danos à fertilidade do solo e à biodiversidade.
“É divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) que as grandes ocorrências, atualmente, acontecem em áreas que não estão produzindo, porque o produtor já tem esse cuidado. Ele já conhece as perdas que o fogo pode causar, principalmente em relação ao solo. Sabemos que o produtor faz a lição de casa muito bem-feita, porque entende que o fogo representa prejuízo para a propriedade”, destaca Tania.
O descumprimento das regras durante o período proibitivo sujeita o infrator a multas e sanções administrativas. Caso as medidas preventivas obrigatórias previstas na nova resolução não sejam cumpridas, o proprietário receberá uma notificação e terá o prazo de 30 dias para regularizar as pendências.
A Famato também disponibilizou um Informativo Técnico com orientações detalhadas sobre prevenção e combate a incêndios em propriedades rurais durante o período seco. O material reúne recomendações sobre manutenção de máquinas, medidas preventivas, legislação vigente e boas práticas para reduzir riscos no campo. O conteúdo completo pode ser acessado clicando aqui