Com mercado físico limitado pela competitividade da Argentina, B3 fecha a terça-feira com futuros do milho estáveis
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A terça-feira (9) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações próximas da estabilidade e flutuações no campo misto da Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest destacou que os futuros do cereal trabalharam no “zero a zero” ao longo desta tarde no pregão de Chicago, mesmo com o anúncio de 120 mil toneladas em vendas de milho para exportação na temporada 2025/26 feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na parte da manhã.
"Os mercados continuam a sofrer com a falta de novas notícias e o baixo interesse dos fundos de investimento. Isso gerou um mercado letárgico, com pouca direção clara sendo dada”, avaliou Karl Setzer, sócio da Consus Ag Consulting, conforme reportado pelo site internacional Successful Farming.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,19 com alta de 0,75 ponto, o setembro/26 valeu US$ 4,27 com estabilidade, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,45 com perda de 0,75 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,59 com baixa de 1 ponto.
Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (8), de 0,17% para o dezembro/26 e de 0,22% para o março/27, além de estabilidade para o setembro/26 e ganho de 0,18% para o julho/26.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho também não registraram grandes flutuações na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta terça-feira, que teve movimentações em campo misto e próximas da estabilidade durante todo o pregão.
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Os analistas da Agrinvest relatam que a terça-feira não trouxe mudanças significativas frente ao movimento registrado ontem. “A curva segue tentando se ajustar após a correção de segunda, ainda com o mercado físico brasileiro limitado pela competitividade da Argentina nas janelas curtas e pelo replacement acima do FOB em boa parte dos corredores”.
A consultoria ainda acrescenta que, mesmo assim, alguns players comentam que, por ora, originar milho pode fazer sentido em corredores específicos. “O câmbio mais alto ajuda na conta e, quando somado ao crédito de PIS/Cofins via cooperativa, melhora a margem de originação. O movimento, porém, segue pontual e dependente de praça, frete e estrutura tributária”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 65,25 com queda de 0,23%, o setembro/26 valeu R$ 67,58 com alta de 0,19%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 73,51 com elevação de 0,18% e o março/27 teve valor de R$ 75,05 com baixa de 0,45%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também mudou pouco neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização apenas em Sorriso/MT e encontrou desvalorização somente em Jataí/GO e Rio Verde/GO.
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