Impulsionados por clima e conflitos, futuros do milho estendem ganhos em Chicago e atingem maior preço desde maio
A Bolsa de Chicago (CBOT) segue contabilizando movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira (23), com as principais posições estendendo ganhos por volta das 13h02 (horário de Brasília).
O vencimento setembro/26 era cotado a US$ 4,64 com alta de 2 pontos, o dezembro/26 valia US$ 4,87 com valorização de 2,75 pontos, o março/27 era negociado por US$ 5,02 com elevação de 2,50 pontos e o maio/27 tinha valor de US$ 5,11 com valorização de 2,25 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os indicadores técnicos do milho estenderam a tendência de alta deste mês, com os contratos futuros de dezembro a caminho do quinto avanço diário consecutivo e continuando a reduzir a diferença em relação à importante marca dos US$ 5,00.
“Parece haver poucos obstáculos para uma maior valorização”, afirma Bruce Blythe, analista do Farm Futures.
Durante o pregão de ontem, as cotações da CBOT atingiram picos máximos de US$ 4,8850 no dezembro/26, o maior preço intradiário desde os US$ 4,9025 em 22 de maio, registrando a maior cotação em dois meses diante das preocupações com a guerra e com as condições climáticas que continuam a impulsionar os compradores.
“A combinação de riscos climáticos e de guerra mantém os compradores no controle dos contratos futuros de grãos, obrigando os fundos de investimento a aumentarem suas apostas de alta nesta semana”, avalia Blythe.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho também contabilizavam movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3) ao longo do pregão desta quinta-feira. As principais cotações flutuavam na faixa entre 13h07 (horário de Brasília).
O vencimento setembro/26 era cotado a R$ 70,51 com alta de 0,57%, o janeiro/27 valia R$ 77,02 com ganho de 0,57%, o março/27 era negociado por R$ 78,11 com elevação de 0,49% e o maio/27 tinha valor de R$ 77,50 com valorização de 0,89%.