Milho recua em Chicago nesta 5ª após forte disparada na sessão anterior; B3 acompanha perdas
Após a disparada na sessão anterior, os preços do milho negociados na Bolsa de Chicago voltaram a recuar nesta quinta-feira (13), em um movimento de correção e realização de lucros. O mercado devolve parte dos ganhos recentes, enquanto os investidores ajustam posições depois do impacto positivo dos números do relatório de agosto do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e das preocupações envolvendo o o Mar Negro.
Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as cotações do cereal perdiam de 6,75 a 7,25 pontos nos principais vencimentos, levando o dezembro a US$ 4,73 e o março/27 a US$ 4,89 por bushel.
Além dos fundamentos do USDA, o mercado acompanha de perto a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia. Relatos de ataques ucranianos contra estruturas portuárias russas no Mar Negro aumentaram as preocupações com possíveis interrupções nas exportações da região, dando suporte principalmente ao trigo e, por consequência, ao milho.
Assim, a queda desta quinta-feira aparece, até o momento, mais como um movimento de realização de lucros e ajuste técnico após a forte valorização anterior do que como uma mudança completa no cenário de suporte aos preços. Mesmo com o recuo, o milho segue negociado em níveis superiores aos observados antes da reação provocada pelos novos dados de oferta e demanda.
O mercado continua atento, portanto, à evolução das condições da safra norte-americana, às projeções de produtividade e estoques, ao ritmo da demanda e, principalmente, aos desdobramentos geopolíticos.
PREÇOS RECUANDO TAMBÉM NA B3
Na B3, os preços do milho acompanham as perdas de Chicago e também recuam. Perto de 12h40, os futuros do grão perdiam de 0,4% a 0,6%, com o setembro cotado a R$ 69,86 e o março, com R$ 78,33 por saca.
O mercado sente não só o recuo em Chicago, mas também a pressão da chegada da segunda safra, a liquidez um pouco mais contida, mas de outro lado, encontra suporte no dólar. A moeda americana volta a subir hoje e testa os R$ 5,18, contribuindo para limitar o recuo do cereal na B3.