Cotações do milho recuam em Chicago na manhã desta quarta-feira, mas cenário segue indicando altas
A quarta-feira (9) começa com os preços internacionais do milho futuro operando no campo negativo da Bolsa de Chicago (CBOT), registrando recuos por volta das 09h32 (horário de Brasília).
O vencimento setembro/26 era cotado a US$ 5,07 com queda de 3,25 pontos, o dezembro/26 valia US$ 5,30 com desvalorização de 3,50 pontos, o março/27 era negociado por US$ 5,45 com baixa de 3,25 pontos e o maio/27 tinha valor de US$ 5,53 com perda de 3,25 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os contratos futuros de milho recuaram no final do pregão noturno, apesar da contínua força dos preços do trigo e do petróleo bruto.
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, subiram acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde o final de maio, com a escalada da guerra entre EUA e Irã. Na terça-feira, as forças armadas americanas destruíram cinco petroleiros iranianos em retaliação a tentativas de ataque a um navio de guerra americano, segundo relatos da mídia.
"O foco do mercado está cada vez mais voltado para os relatórios de Produção Agrícola e Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta sexta-feira. Há grande expectativa de que o USDA reduza suas estimativas de produtividade e produção de milho e soja, após as lavouras terem sofrido com o calor extremo ou chuvas excessivas em diferentes partes do Meio-Oeste americano no final do verão. A produtividade média de milho nos EUA pode ser reduzida em cerca de 2,5 bushels por acre em relação à estimativa de 180,7 bushels por acre divulgada pelo USDA em agosto. Os estoques finais podem ser reduzidos em cerca de 7,6%, para 1,528 bilhão de bushels", avalia a publicação.