Milho volta a cair em Chicago nesta 5ª feira e perde os US$ 5/bu; B3 reduz perdas
Os preços futuros do milho voltaram a operar em campo negativo na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (1º), abandonando a tentativa de recuperação registrada nas primeiras horas do pregão. O mercado ainda repercute os estoques trimestrais norte-americanos maiores do que o esperado divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na quarta-feira (30). Por volta das 11h53 (horário de Brasília), o dezembro/26 recuava 2,25 pontos, negociado a US$ 4,98 por bushel, novamente abaixo da marca de US$ 5,00. O março/27 também perdia 2,25 pontos, a US$ 5,13 por bushel, enquanto o maio/27 cedia 2,75 pontos, cotado a US$ 5,20 por bushel.
As perdas desta quinta-feira dão sequência à forte correção da sessão anterior. A pressão ganhou força depois de o USDA estimar os estoques de milho dos Estados Unidos em 1º de setembro em mais de 53 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado e do mesmo período do ano passado e os dados pesaram agressivamente sobre as cotações.
Outro fator acompanhado pelos traders nesta quinta-feira é a demanda para produção de etanol. Na semana encerrada em 25 de setembro, a produção norte-americana caiu de 1,028 milhão para 1,007 milhão de barris por dia, menor nível desde janeiro. Os estoques de etanol também recuaram, para 23,865 milhões de barris.
Paralelamente, há ainda os números semanais de vendas para exportação divulgados pelo USDA, os quais também não não ofereceram força adicional às cotações. Na semana encerrada em 24 de setembro, os Estados Unidos venderam 536 mil toneladas de milho da safra 2026/27, resultado próximo ao piso das expectativas do mercado, que variavam entre 500 mil e 1,3 milhão de toneladas.
B3 AINDA SEGUE PRESSIONADA
Na Bolsa Brasileira (B3), os futuros do milho também operam majoritariamente em campo negativo nesta quinta-feira, porém reduziram as perdas observadas mais cedo. Por volta das 12h, o novembro/26 recuava 0,21%, a R$ 71,88 por saca, enquanto o janeiro/27 perdia 0,08%, para R$ 76,44. O março/27 cedia 0,04%, negociado a R$ 78,67 por saca, e o maio/27 avançava 0,30%, para R$ 77,47.
O movimento acontece depois de uma quarta-feira de quedas acentuadas também no mercado brasileiro. Apesar da continuidade das perdas em Chicago que ainda continuam a refletir em pressão no mercado futuro nacional, o dólar volta a subir e acaba limitando o recuo do cereal. Além disso, o traders ainda acompanham o clima para o Brasil, com chuvas previstas para os próximos cinco dias no Brasil.
No mercado físico, entretanto, a pressão dos futuros não encontrou a mesma disposição entre os vendedores. Produtores permanecem retraídos, mantendo suas ofertas distantes das indicações dos compradores, ampliando o spread entre as pontas e limitando a liquidez.