Milho tenta recuperação após tombo com estoques dos EUA; B3 fecha em alta
Os futuros do milho encerraram esta quinta-feira (1º) com leves altas nos contratos mais negociados na Bolsa de Chicago, ensaiando uma recuperação depois das fortes perdas registradas na sessão anterior. No Brasil, a B3 também avançou e apresentou ganhos próximos de 1% nos vencimentos mais longos.
Em Chicago, o dezembro/26 terminou cotado a US$ 5,02 por bushel, alta de 1,25 ponto. Março/27 avançou 0,75 ponto, para US$ 5,1625, enquanto maio/27 e julho/27 ficaram estáveis, respectivamente a US$ 5,2325 e US$ 5,2750 por bushel. Setembro/27 recuou 0,50 ponto, para US$ 5,08.
A recuperação, porém, foi limitada pelo peso que o relatório trimestral de estoques do USDA continua exercendo sobre o mercado. Divulgados na quarta-feira (30), os números mostraram mais de 53 milhões de toneladas em 1º de setembro, volume 35% superior ao registrado um ano antes. O número também veio bastante acima das expectativas do mercado e provocou a forte liquidação observada na sessão anterior. Com um estoque inicial maior, cresce a folga no balanço norte-americano justamente quando a colheita da nova safra avança.
Outro fator que impediu uma recuperação mais consistente nesta quinta-feira veio das exportações norte-americanas.
As vendas semanais de milho da safra 2026/27 ficaram em 536 mil toneladas, dentro das projeções do mercado e se sem trazer mudanças ao cenário. E esta foi a segunda semana consecutiva de vendas consideradas fracas pela consultoria.
Assim, Chicago encontrou espaço para uma recuperação técnica depois da forte queda da quarta-feira, mas sem força para afastar a pressão fundamental trazida pelo tamanho dos estoques norte-americanos.
B3 SOBE COM O APOIO DO DÓLAR
Na B3, os futuros do milho terminaram o pregão no campo positivo. O novembro/26 avançou 0,22%, para R$ 72,19 por saca, enquanto janeiro/27 ganhou 0,12%, negociado a R$ 76,59. Março/27 subiu 0,78%, para R$ 79,31, e maio/27 apresentou a maior valorização entre os contratos acompanhados, de 0,92%, terminando a R$ 77,95 por saca.
O movimento representa também uma recuperação depois das perdas expressivas registradas na quarta-feira, quando o mercado brasileiro acompanhou a reação negativa de Chicago ao relatório do USDA.
Além disso, o câmbio ofereceu algum suporte às cotações domésticas nesta quinta-feira. O dólar operou em forte valorização frente ao real, chegando à tarde à região de R$ 5,22, com alta próxima de 1%.
No mercado físico, entretanto, os produtores continuam retraídos, com menor disposição de venda e negócios pontuais, mantendo distância entre as indicações de compradores e vendedores.