Milho cai na B3 nesta 5ª feira e novembro volta abaixo dos R$ 70/sc; Chicago também recua

Publicado em 08/10/2026 13:53
Mercado brasileiro acompanha pressão externa nesta tarde, enquanto vendas semanais dos EUA avançaram 44% e ficaram dentro das expectativas

Os preços do milho operam em campo negativo nesta quinta-feira (8), tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3. No mercado brasileiro, as perdas se aproximam de 1% entre alguns dos principais vencimentos, enquanto os futuros norte-americanos registram recuos mais moderados. Por volta de 13h28 (horário de Brasília), o novembro/26 era negociado na B3 a R$ 69,60 por saca, com queda de 0,56%. O janeiro/27 perdia 0,54%, cotado a R$ 73,90, enquanto o março/27 recuava 0,90%, para R$ 77,30 por saca. O maio/27 apresentava a maior baixa entre os contratos acompanhados, de 0,96%, negociado a R$ 76,01 por saca.

Na Bolsa de Chicago, o dezembro/26 perdia 2,25 pontos por volta de 13h17, negociado a US$ 4,99 por bushel, voltando a trabalhar abaixo dos US$ 5,00. O março/27 recuava 2 pontos, a US$ 5,15, enquanto maio/27 e julho/27 também cediam 2 pontos, cotados respectivamente a US$ 5,22 e US$ 5,26 por bushel.

A pressão em Chicago acontece apesar dos números positivos apresentados nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a demanda norte-americana. As vendas semanais de milho da safra 2026/27 somaram 769,5 mil toneladas, crescimento de 44% em relação à semana anterior e de 28% frente à média das quatro semanas anteriores. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam de 400 mil a 1,2 milhão de toneladas.

Apesar do desempenho da demanda, Chicago continua convivendo com a pressão sazonal da entrada da safra norte-americana, mantendo o avanço da colheita dos Estados Unidos entre os principais pontos de atenção dos traders.

No Brasil, além das referências externas, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra 2026/27 e a dinâmica da oferta e da comercialização domésticas. A pressão mais intensa observada na B3 nesta tarde mantém os contratos futuros brasileiros no vermelho e leva novamente o novembro para abaixo dos R$ 70,00 por saca. Além disso, há ainda o dólar voltando a recuar - mesmo que ligeiramente - e pesando sobre os preços. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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